A quarta vaga de calor que está a atingir a Itália este verão levou o Ministério da Saúde a colocar 23 das 27 principais cidades italianas em “alerta vermelho” até domingo.
Depois de, na quinta-feira, apenas três cidades estarem sob o nível máximo de alerta por risco geral elevado para a saúde, mesmo para as pessoas saudáveis, esse número aumentou hoje para 11, ao terem sido colocadas a “vermelho” mais oito cidades, entre as quais Turim (norte), Florença (centro) e a capital, Roma (centro), e o número continuará a aumentar no fim de semana.
No sábado, primeiro dia de agosto, o número de cidades sob alerta vermelho subirá para 19, ao juntarem-se à lista localidades como Milão, Bolonha, Veneza (norte), Nápoles (sul) e Cagliari (Sicília, sul), com o alerta máximo a chegar a 23 cidades no domingo, dia em se espera o 'pico' do calor desta onda, com as temperaturas a chegarem nalguns casos aos 41º celsius, e em que se juntam a esta lista Génova, Trieste (norte), Catânia e Palermo (Sicília).
Quando é decretado o estado de alerta “vermelho”, o Ministério da Saúde recomenda à generalidade da população que não se exponha ao ar livre entre as 11:00 e as 18:00, que beba muita água e permaneça nos locais mais frescos da casa, e que evite a atividade física intensa fora de casa durante as horas mais quentes.
As ondas de calor deste ano têm estado associadas a várias mortes e, juntamente com os incêndios florestais e a seca que lhes estão associados, têm também causado grandes problemas às empresas, especialmente à agricultura, tendo a região de Piemonte (norte, cuja capital é Turim) decidido antecipar a vindima.