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Estado da União: Marta Temido (PS) lamenta falta de avanços na saúde e custo de vida

Lusa
16-09-2026 16:22h

A eurodeputada socialista Marta Temido lamentou hoje que a presidente da Comissão Europeia não tenha avançado objetivos concretos relativamente aos temas da saúde e do custo de vida no seu discurso sobre o Estado da União.

Embora tenha admitido que o discurso de Ursula Von der Leyen teve aspetos “interessantes e positivos”, Marta Temido apontou, em declarações aos jornalistas em Estrasburgo, França, que faltaram temas que interessam diretamente aos cidadãos.

“O tema da saúde é uma prioridade e uma competência na qual a União Europeia tem um papel limitado, mas ainda assim tem um papel e constitui hoje uma das grandes preocupações dos europeus. E, portanto, temos de fazer mais”, defendeu, apontando a necessidade de ter uma agenda para a prevenção e para a proteção dos europeus relativamente a um conjunto de aspetos “como álcool, tabaco, gorduras trans”.

Para a antiga ministra da Saúde (PS) de Portugal, “o compromisso com a Agenda Europeia para a Saúde, que foi assumido, aliás num Estado da União há uns anos a esta parte, cedeu face a outras prioridades”.

E, embora outras crises se tenham levantado, a da saúde mantém-se, referiu, adiantando que os eurodeputados vão discutir na quinta-feira um relatório sobre as respostas que a União Europeia pode dar à crise da força de trabalho em saúde.

“Esperamos que a presidente [da Comissão Europeia], com a sensibilidade que lhe conhecemos nestes temas, pelo seu percurso, pela sua formação, não se esqueça deste tema”, adiantou.

Por outro lado, a eurodeputada notou a ausência de “uma resposta concreta para aquilo que neste momento é a grande prioridade para muitos portugueses, para muitos europeus, que é o aumento do custo de vida” e, nomeadamente, os custos com a habitação.

Marta Temido elogiou, no entanto, o reconhecimento de Ursula Von der Leyen sobre a necessidade de mais investimento na União Europeia, de coordenação para enfrentar as alterações climáticas e o avanço na proteção dos menores ao propor a proibição de acesso a redes sociais às crianças com menos de 13 anos e de ter contas pessoais a jovens com menos de 15.

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