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Poeiras em suspensão afetam arquipélago da Madeira até quinta-feira

Lusa
16-09-2026 14:06h

As poeiras em suspensão no arquipélago da Madeira registaram os valores mais elevados de terça-feira para hoje, mas a sua influência deverá terminar na quinta-feira, indicou o Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Universidade Nova de Lisboa.

“As medições efetuadas na rede de monitorização da qualidade do ar da Região Autónoma da Madeira registaram os valores mais elevados, associados a este episódio […], terça-feira”, adiantou a instituição em comunicado, explicando que as partículas em suspensão, designadas por PM10, são constituídas por pequenas poeiras e gotículas com um diâmetro inferior a 10 micrómetros.

Ao serem inaladas, entram facilmente no aparelho respiratório, apresentando consequências negativas para a saúde humana.

O Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Universidade Nova sublinhou tratar-se de um “evento natural de poeiras”, originárias dos desertos do norte de África, que atingiram o arquipélago da Madeira com “elevada intensidade” desde segunda-feira e que hoje registam um grau de maior intensidade.

“Prevê-se que este fenómeno natural seja de curta duração, mas de elevada intensidade”, acrescentou o comunicado, adiantando que deverá terminar na quinta-feira, devido à previsão de ocorrência de aguaceiros, o que poderá causar uma redução das concentrações de partículas na atmosfera.

Segundo o Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Universidade Nova, que efetua diariamente o acompanhamento deste tipo de evento, as poeiras em suspensão conduzem a uma degradação da qualidade do ar e exigem alguns cuidados, sobretudo para quem já apresenta alguma debilidade respiratória.

“Face aos níveis de poluição, recomenda-se que a população reduza os esforços prolongados e efetuados ao ar livre, principalmente no que diz respeito a crianças, idosos e doentes do foro respiratório ou cardíaco”, alertou.

De acordo com o Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Universidade Nova de Lisboa, este fenómeno natural não irá atingir o território continental.

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