O Governo da República Democrática do Congo elevou hoje para 1.521 o número de mortos por Ébola e o de casos confirmados para 3.442, desde que o surto, que entretanto evoluiu para epidemia, foi declarado a 15 de maio.
De acordo com o último boletim divulgado hoje pelo Ministério da Comunicação da RDCongo, com dados recolhidos até terça-feira passada, a taxa de letalidade da epidemia é de 44,2%.
Além disso, 797 doentes estão em isolamento ou hospitalizados, 615 pessoas recuperaram da doença, enquanto a taxa de rastreio de contactos é de 78,3%.
Até à data, cinco províncias congolesas foram afetadas pelo surto de Ébola: Ituri (o epicentro do surto), Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uele (leste), bem como Tshopo (centro-norte).
"Os desafios operacionais identificados (segurança da equipa, rastreio de contactos, capacidade dos centros de tratamento do Ébola e fornecimento de materiais) estão a ser abordados no âmbito de um plano de ação conjunto entre as autoridades de saúde e os parceiros", afirmou o ministério.
Depois de ter sido declarado a 15 de maio em Ituri, província que faz fronteira com o Sudão do Sul e o Uganda, o surto alastrou também ao Uganda.
No entanto, o Uganda deu alta ao seu último paciente hospitalizado a 16 de julho, depois de ter registado um total de 20 casos confirmados, incluindo 15 casos considerados importados da RDCongo, entre os quais se registaram duas mortes.
O Uganda declarou-se "livre de Ébola" na terça-feira, depois de ter completado a contagem decrescente de 42 dias sem novas infeções, requisito para declarar o fim do surto. No entanto, o país decidiu calcular a contagem decrescente a partir da data de alta do último caso de transmissão local, em vez do caso anteriormente referido, de 16 de julho, que envolveu um cidadão congolês.
A epidemia atual corresponde à estirpe Bundibugyo, que apresenta uma taxa de mortalidade entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina ou tratamento específico autorizado, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.