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Região de Coimbra nota que a Europa também se constrói a partir dos territórios

Lusa
16-09-2026 18:48h

A presidente da Região Metropolitana de Coimbra (RMC), Helena Teodósio, defendeu hoje que a Europa também se constrói a partir dos seus territórios e deve garantir melhores condições de vida para os seus cidadãos.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, atenta ao discurso do Estado da União de Ursula von der Leyen, Helena Teodósio afirmou que a presidente da Comissão Europeia “deixou uma mensagem clara”: “A Europa precisa de ser mais forte, mais resiliente e mais capaz de decidir o seu próprio futuro”.

“Num contexto marcado pela instabilidade internacional, pela transformação tecnológica, pelas alterações climáticas e por novos desafios económicos e sociais, Ursula von der Leyen colocou a autonomia europeia no centro das prioridades da União para proteger os seus valores”, considerou a presidente da RMC.

Mas proclamou: “Esta ambição europeia só terá verdadeiro significado se conseguir chegar aos territórios e traduzir-se em melhores condições de vida para os cidadãos”.

“A Europa constrói-se nas regiões e nos municípios: nas empresas que investem e criam emprego, nas escolas, nos serviços públicos, nas respostas sociais, na gestão dos recursos naturais e na capacidade de garantir oportunidades a quem escolhe viver em cada território”, argumentou Helena Teodósio.

No comunicado, a também presidente do município de Cantanhede e da distrital de Coimbra do PSD defendeu ainda uma Europa “que reconhece a importância das regiões, valoriza a cooperação entre municípios e transforma as grandes prioridades europeias em oportunidades concretas para os cidadãos”.

“Porque uma Europa mais forte começa, também, por territórios mais fortes, mais preparados e mais coesos”, enfatizou Helena Teodósio, alegando que as grandes prioridades definidas por Bruxelas “só serão bem-sucedidas se forem concretizadas nas comunidades e se responderem aos desafios específicos de cada território”.

Por outro lado, considerou como particularmente relevante que a competitividade tenha sido uma das grandes prioridades apresentadas por Ursula von der Leyen, nomeadamente o acelerar do mercado único europeu, reduzir a burocracia, simplificar procedimentos e criar melhores condições para o investimento e para o crescimento das empresas.

“Temos de continuar a criar condições para que as nossas empresas inovem, se internacionalizem e encontrem talento, aproximando o conhecimento produzido nas nossas instituições de ensino e investigação do tecido económico regional”, vincou a líder da Região Metropolitana de Coimbra.

Já quanto à transição energética e adaptação às alterações climáticas, Helena Teodósio frisou que a Europa “pretende reduzir a dependência energética externa, acelerar a eletrificação e reforçar as redes, mas também preparar melhor os territórios para fenómenos extremos”.

“Foram anunciadas novas iniciativas nas áreas da resiliência climática, da água, das ondas de calor e da prevenção e combate aos incêndios. São desafios que conhecemos bem na Região de Coimbra. A gestão da água, a proteção da floresta, a prevenção de riscos, a eficiência energética e a capacidade de resposta da proteção civil não respeitam fronteiras administrativas”.

Notou ainda, sobre o tema da inteligência artificial, um dos destaques do discurso de Ursula von der Leyen no Parlamento Europeu, que a RMC “reúne condições importantes para contribuir” para os desígnios daquela inovação tecnológica.

“Mas uma Europa mais competitiva e tecnológica tem de continuar a ser uma Europa social e territorialmente coesa. É particularmente importante a referência feita no discurso ao 'direito a ficar', a possibilidade de cada cidadão construir o seu projeto de vida no território onde deseja permanecer. Habitação, emprego de qualidade, cuidados, mobilidade e acesso aos serviços são condições essenciais para fixar população, apoiar as famílias e garantir que nenhum território fica para trás”, disse.

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