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Reitor da U.Porto avisa caloiros que podem ser anti-praxe e que há ajuda na saúde mental

Lusa
16-09-2026 18:25h

O reitor da Universidade do Porto (U.Porto) alertou hoje os novos estudantes da academia que podem optar por não ser praxados e avisou que há apoio para a saúde mental para quem tem ansiedade.

Num discurso frente a milhares de caloiros na Praça dos Leões, junto à Reitoria, Pedro Nuno Teixeira deu as boas-vindas aos estudantes que entraram “na melhor universidade do país”, destacando que também ele era um “reitor caloiro”, porque estava há três meses no cargo, e que tinha optado por não ser praxado.

“Eu estou há três meses como reitor, portanto sou reitor caloiro, ainda não fui praxado e, portanto, espero não ser praxado. Aliás a praxe, como sabem, é voluntária, é só para quem quiser. Eu não quis ser praxado, certamente não como reitor, mas vivo exatamente com esse entusiasmo, com o entusiasmo de que há algo que está a começar”, declarou Pedro Nuno Teixeira, 53 anos, ex-secretário de Estado do Ensino Superior (2022-2024) que substituiu António Sousa Pereira.

O 21.º reitor nos 115 anos de história da U.Porto lembrou no seu discurso que o período na universidade é uma “situação absolutamente transformadora”.

“A minha vida, a vida de muitos que estão aqui mais velhos, não seria a mesma coisa se nós não tivéssemos vindo para a universidade. (…) A nossa vida foi muito melhor ou tem sido muito melhor, precisamente porque tivemos acesso a uma formação superior que se calhar muitos das gerações anteriores não tiveram essa oportunidade. E por isso aquilo que vocês têm à vossa frente é um período entusiasmante, um período de descoberta, um período de formação enquanto pessoas e enquanto pessoas profissionais”, declarou.

O reitor destacou a palavra “esperança” e o apoio que é dado a todos os estudantes, designadamente aos que têm ansiedade e aos deslocados.

“A palavra que eu vos quero dar é uma palavra de esperança relativamente ao futuro. Todos nós, há muitos de nós que estão aqui, muitas pessoas passaram por aquilo que vocês vão passar. Passaram por uma fase de entusiasmo, mas passaram também por uma fase de dificuldades, de desafios. (…) Podem contar com a Universidade de Porto na mentoria, no acolhimento, na integração, no apoio pedagógico, na inovação pedagógica e curricular, no desporto, nas atividades culturais. Em tudo isso, contem com a Universidade do Porto”.

O reitor observou que o início da vida universitária é um momento que muitos estudantes “vivem com entusiasmo, mas é também um momento que muitos vivem com alguma preocupação, com alguma ansiedade”.

Apesar de hoje ser dia de festa, reconheceu que depois haverá certamente mais trabalho e avisou os caloiros que podem contar com a U.Porto, com os professores e diretores de curso, com os funcionários e os colegas mentores.

“Não se esqueçam que, ao longo das próximas semanas e dos próximos meses, a Universidade de facto é um momento extraordinário das nossas vidas”.

Depois do “apadrinhar” dos novos universitários, a animação da Batucada Radical e a atuação dos DJs Peter Castro e Mizt vai subir ao palco da Praça dos Leões.

Os caloiros podem ainda aventurar-se numa “Zona Arcade” e participar nas atividades do espaço “Descobre a U.Porto”, onde jogos e desafios servem de porta de entrada para conhecer os principais serviços.

No seu programa, Pedro Nuno Teixeira defende para a U.Porto uma “governação partilhada”, capaz de envolver “atores da comunidade académica, professores, investigadores, estudantes e quadros técnicos e operacionais”, através da auscultação e articulação entre os diversos níveis institucionais.

Elegendo como principal prioridade a preparação da U.Porto para enfrentar as grandes mudanças em curso, designadamente ao nível tecnológico, o reitor defende o reforço do papel do ensino e da formação ao longo da vida como condição para que a instituição continue a afirmar-se como um pilar fundamental para a cidade, região e para Portugal.

O programa também destaca a importância de uma maior abertura da U.Porto à sociedade e de uma gestão mais ágil e eficaz, num processo de melhoria contínua adequado à dimensão e complexidade da instituição.

Para Pedro Nuno Teixeira, o futuro da U.Porto não passa pela "centralização e homogeneização das estruturas", mas pelas “respostas diferenciadas” com “apoios ajustados às especificidades” de cada faculdade.

Com mais de 35.000 estudantes, 3.900 professores e investigadores e 1.800 funcionários divididos por 15 faculdades, a U.Porto tem três polos na cidade: Centro, Asprela e Campo Alegre.

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