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Até final de agosto haverá mais 72 vagas para retirar utentes dos internamentos sociais

Lusa
15-07-2026 17:58h

A secretária de Estado da Ação Social e Inserção disse hoje, no parlamento, que até ao final de agosto haverá mais 72 vagas de internamento social em novas unidades intermédias, a juntar às 177 já existentes.

Em maio, existiam cerca de 3.500 utentes internados nos hospitais com alta clínica, mas sem condições sociais para deixarem as unidades hospitalares.

Clara Marques Mendes, que falava na Comissão Parlamentar de Saúde, solicitada pelo Partido Socialista, adiantou que estas novas vagas estão em fase de formalização, atingindo um total 249 das 400 anunciadas pelo executivo no início do ano, contratualizadas com entidades do setor social e solidário, que começaram a ser ocupadas desde maio.

A governante admitiu a gravidade do problema dos chamados “internamentos sociais” (pessoas que já tiveram alta hospitalar, mas aguardam internadas vagas nos cuidados continuados e em lares) e considerou que estas 400 vagas são “manifestamente insuficientes”, mas que existe uma articulação da Segurança Social com o Ministério da Saúde para melhorar a situação.

A secretária de Estado reconheceu que, apesar de alguma evolução, este “é um problema complexo e estrutural” que se vem a acentuar há anos e que “não é possível resolvê-lo de um dia para o outro”.

Na passada quarta-feira, o secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Catalão, afirmou que dos cerca de 3.500 utentes internados nos hospitais com alta clínica em maio, apenas 38% aguardavam vaga nos cuidados continuados, mas considerou que este é um número importante decompor.

No início do mês, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) afirmou, na Comissão de Saúde, que o número de internamentos indevidos nos hospitais se agravou desde março, situação que não é normal pois normalmente tem havido uma redução no verão.

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