A Câmara de Aljustrel, distrito de Beja, disponibilizou vários locais climatizados, espalhados pelas cinco freguesias do concelho, e ativou a linha de emergência social, para apoiar a população nos períodos de maior calor, divulgou o município.
Em comunicado na sua página oficial na rede social Facebook, a autarquia alentejana anunciou hoje ter disponibilizado à população “salas e locais climatizados nas horas de maior calor, nomeadamente entre as 09:00 e as 19:00”.
A medida, articulada com as juntas de freguesia do concelho, enquadra-se no “plano municipal de combate à vaga de calor que se faz sentir e que se prevê que persista nos próximos dias”, acrescentou.
Segundo o município, “o objetivo é que a população tenha locais onde possa escudar-se do tempo quente quando necessário”.
Para o efeito, na sede de concelho foram disponibilizados pela câmara espaços na Biblioteca Municipal e no Centro de Negócios de Aljustrel.
A estes, juntam-se o polo da biblioteca municipal em Ervidel, a sala de reuniões do pavilhão desportivo em Messejana, o centro comunitário em Rio de Moinhos, a sala de reunião da junta de freguesia em São João de Negrilhos e o centro comunitário em Jungeiros.
A par da disponibilização destes locais climatizadas, a Câmara de Aljustrel ativou igualmente a sua linha de emergência social, para, “em caso de necessidade, dar uma resposta pronta e de proximidade à população”.
Beja é um dos 12 distritos sob aviso vermelho até domingo, pelas 23:00, devido ao calor, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está também ativo nos distritos de Portalegre, Évora, Santarém, Lisboa, Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria e Setúbal e surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.
O Governo declarou na quinta-feira situação de alerta em Portugal devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.
Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o “papel de proximidade essencial” que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.
Segundo a DGS, as autarquias devem garantir, em parceria com várias entidades, a sinalização de pessoas mais vulneráveis, mantendo atualizada essa listagem, assim como realizar contactos preventivos e promover, sempre que possível, visitas domiciliárias.
Ao nível das medidas comunitárias, a DGS aconselha que sejam abertos locais de abrigo temporário (zonas de arrefecimento) e disponibilizada água potável, garantindo o bom funcionamento dos bebedouros públicos, assim como recomenda o prolongamento dos horários de bibliotecas, piscinas e equipamentos climatizados de proximidade.
Para os espaços públicos, é sugerido que sejam reforçadas as zonas de sombra, instaladas estruturas temporárias de sombreamento e arrefecimento, e adaptados os horários dos trabalhos municipais realizados no exterior.
Os municípios devem ainda assegurar a coordenação permanente entre a autoridade de saúde e unidade local de saúde da sua região, mas também com os bombeiros, as forças de segurança, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Segurança Social e instituições sociais.
Por causa da onda de calor, os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência.