SAÚDE QUE SE VÊ

ULS Matosinhos renova blocos operatórios e compra angiógrafo num investimento de 2,2ME

LUSA
18-08-2026 16:52h

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos renovou os equipamentos dos blocos operatórios e adquiriu um angiógrafo biplanar num investimento de 2,2 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), anunciou hoje a instituição.

Destes 2,2 milhões de euros, 1,2 milhões foram para a aquisição de 10 novas camas cirúrgicas, 74 mil euros para uma mesa destinada à utilização do robô cirúrgico e 880 mil euros para a compra e instalação de um angiógrafo biplanar, referiu a ULS de Matosinhos, em comunicado.

Nos blocos operatórios, a instalação do novo equipamento representa uma melhoria significativa face ao sistema anterior, nomeadamente através da substituição das colunas de instalação fixa por colunas móveis.

Esta solução permite deslocar a coluna e o respetivo tampo entre diferentes salas ou posições de trabalho, facilitando a preparação, limpeza e reorganização das salas operatórias, explicou.

Já a instalação do angiógrafo biplanar permitirá reforçar a capacidade diagnóstica e terapêutica, garantindo uma resposta mais célere e diferenciada, nomeadamente na abordagem da via verde AVC, na radiologia de intervenção e na neurorradiologia.

O novo equipamento permitirá ainda reduzir a dependência de entidades externas, através da internalização de exames atualmente realizados fora da instituição, bem como alargar e diferenciar a atividade da gastroenterologia, nomeadamente através da realização de procedimentos como a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), criando ainda condições para a implementação de novas técnicas de intervenção e tratamento.

Com este investimento, a ULS de Matosinhos ganhou mais capacidade diagnóstica e terapêutica, maior eficiência nos blocos operatórios e a possibilidade de internalizar exames atualmente realizados fora do Hospital Pedro Hispano, sublinhou.

Segundo o presidente do conselho de administração da ULS de Matosinhos, Nélson Pereira, estes investimentos representam “um caminho de melhoria contínua para prestar melhores cuidados aos doentes e dar melhores condições de trabalho às equipas”.

MAIS NOTÍCIAS