A Ordem dos Enfermeiros considerou hoje urgente reconfigurar as competências dos profissionais nos cuidados de saúde primários, reforçando o papel dos enfermeiros de família para reduzir o número de utentes sem médico de família.
Em comunicado, a Ordem dos Enfermeiros (OE) diz estar a acompanhar com grande preocupação “o número muito significativo” de utentes sem acesso aos cuidados de saúde primários (CSP), quando no final de 2025 havia 1,5 milhões de utentes sem médico de família.
“Um país justo e coeso não pode abandonar estas pessoas nem resignar-se com a falta de resposta. É necessário mobilizar todas as competências disponíveis para garantir a prestação de cuidados a quem deles precisa”, defende o bastonário, Luís Filipe Barreira, considerando “muito preocupante” o número de utentes sem médico de família.
Para Luís Filipe Barreira, “é urgente” uma reconfiguração das competências dos profissionais de saúde nos cuidados de saúde primários.
“Os enfermeiros de família são profissionais com formação específica para o acompanhamento das pessoas, das famílias e das comunidades, intervindo na promoção da saúde, na prevenção da doença, na vigilância clínica e na gestão da doença crónica, podendo contribuir para reduzir de forma significativa este número”, defende o bastonário.
A Ordem dos Enfermeiros manifesta a sua disponibilidade para “colaborar com todas as entidades na construção de soluções que garantam acesso universal, proximidade e continuidade nos CSP, para uma resposta mais eficaz às necessidades das pessoas”.