A Comissão Europeia anunciou hoje que desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial, designada “TraceMap”, que deteta surtos sanitários provocados por alimentos fraudulentos ou contaminados, para uma retirada rápida de circulação.
A Comissão Europeia afirmou que esta plataforma vai permitir “reforçar a segurança dos consumidores e ajudar as autoridades nacionais a trabalhar com mais eficácia, ao inovar a maneira como se avalia, deteta e responde a riscos de segurança alimentar e a atividades fraudulentas”, de acordo com um comunicado.
Entre as funções desta plataforma, o executivo comunitário destacou, em particular, o recurso à inteligência artificial (IA) para “monitorizar toda a cadeia de abastecimento” assim que um produto é considerado contaminado ou fraudulento, permitindo uma “rápida retirada” de circulação.
A plataforma vai recorrer também a IA para “melhorar as avaliações de risco em termos de segurança alimentar” e, quando é detetado um risco, “identificar rapidamente ligações entre operadores e remessas”.
A Comissão Europeia referiu que esta plataforma pode já ser utilizada pelas autoridades de cada Estado-membro, permitindo "melhorar os controlos e desenvolver investigações mais aprofundadas, sem precisarem de mais recursos".
Recorrendo aos dados existentes nos sistemas agroalimentares da UE, a plataforma vai “melhorar a precisão da triagem, acelerar a deteção de operadores suspeitos e ajudar os investigadores a identificar fraudes alimentares e surtos de origem alimentar, bem como a retirar rapidamente do mercado produtos não conformes”, indicou.
“O TraceMap permite aos Estados-membros colmatar lacunas, resolver vulnerabilidades e reforçar medidas antifraude no setor alimentar. Permitirá também um melhor controlo das mercadorias importadas”, referiu o executivo comunitário.
Citado no comunicado, o comissário europeu para a Saúde e o Bem-Estar Animal, Olivér Várhelyi, afirmou que esta plataforma é “uma inovação revolucionária que vai transformar a capacidade da UE para reagir a crises de segurança alimentar e limitar a fraude alimentar”.
“Vai permitir uma deteção mais rápida da fraude alimentar e daqueles que tentam contornar as nossas regras de importação, vai proporcionar uma melhor coordenação entre os Estados-membros e uma proteção mais forte tanto dos agricultores como dos consumidores da UE”, defendeu.