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Liga defende OncoStop 2 para recuperar lista de espera de cirurgias oncológicas

Lusa
03-11-2026 17:43h

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) defendeu hoje uma segunda edição programa OncoStop para recuperar as listas de espera para cirurgia oncológica, alegando que a situação atual é “altamente preocupante” para os doentes.

“Espero que efetivamente haja possibilidade de fazer uma recuperação de listas de espera conforme foi feito em 2024. O OncoStop 2 seria bem-vindo e seria altamente salutar para uma situação que consideramos muito preocupante”, adiantou à Lusa o presidente da LPCC.

A posição da liga foi manifestada na sequência dos dados divulgados na segunda-feira pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) que indicam que quase 20% dos mais de 8.000 utentes que aguardavam por uma cirurgia oncológica no final de junho já tinham ultrapassado o tempo recomendado, uma situação que afetou uma em cada quatro cirurgias realizadas no primeiro semestre.

Estes dados são “altamente preocupantes, na medida em que em 2024 estávamos numa situação muito mais agradável que se foi degradando até 2026”, lamentou Vítor Veloso, alertando que, nos casos de cancro, a situação pode ser “dramática, na medida em que o tempo conta”.

“Há cancros que não podem esperar. Ou são devidamente tratados na altura correta ou não há possibilidade de dar ao doente não só a cura, como também uma sobrevivência com qualidade”, salientou o presidente da LPCC, ao recordar que o programa OncoStop “resolveu grande parte das situações dos doentes oncológicos” que aguardavam por uma cirurgia na altura.

O OncoStop foi uma das medidas do Plano de Emergência e Transformação na Saúde, aprovado pelo Governo em maio de 2024, para recuperar as listas de espera para cirurgias oncológicas, principalmente dos doentes que ultrapassaram os Tempos Máximos de Resposta Garantida (TMRG), mas que terminou.

Perante a situação reportada pela ERS, Vítor Veloso desafiou o Ministério da Saúde a “olhar para estes números” e a adotar as medidas adequadas, ao nível clínico e administrativo, apontando o exemplo de atribuir prioridade aos doentes oncológicos em “relação a outros que não tem qualquer tipo de problema se esperarem um mês ou dois” para serem operados.

Além disso, caso os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não tenham capacidade para responder aos doentes que aguardam uma cirurgia, o presidente da liga vê “com bons olhos que se recorra ao privado”.

“Todos os que tivessem ultrapassado minimamente o tempo de resposta máximo já deveriam ter sido encaminhados para um hospital privado que tivesse convénio com o SNS”, defendeu Vítor Veloso.

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