O Governo são-tomense atribuiu hoje um diploma de mérito à Organização Não Governamental (ONG) portuguesa Mundo a Sorrir pela promoção da saúde oral no arquipélago, onde, além de formação e sensibilização, já atenderam quase 50 mil pessoas.
A distinção foi feita pelo ministro da Saúde, Celso Matos, que salientou a “parceria de confiança, compromisso, profissionalismo e contributo fundamental e transformador da saúde oral da população são-tomense e do Sistema Nacional de Saúde de São Tomé e Príncipe”, pela Mundo a Sorrir.
Durante a realização do primeiro encontro de Saúde Oral em São Tomé e Príncipe, promovido pela Mundo a Sorrir, o ministro admitiu que o serviço de saúde oral é atualmente “um dos serviços mais procurados pela população”, mas só acontece de forma tardia, “quando as pessoas já têm problemas orais sérios, (…) em situações agudas”, e procuram algum alívio da dor.
Segundo o governante, é aí que “começa a relevância” da intervenção da Mundo a Sorrir, que “tem levado as sessões de sensibilização, literacia para a saúde oral, para que as pessoas percebam aquilo que devem consumir e aquilo que evita problemas orais”.
“Qualquer Governo, qualquer país tem essa ambição de prestar melhores cuidados à população. Às vezes, por motivos diversos, não se consegue, e poder contar com uma parceria com este grau de confiança, de comprometimento, faz toda a diferença”, sublinhou Celso Matos.
A Mundo a Sorrir foi criada no Porto, Portugal, há 21 anos, e atua atualmente também na Guiné-Bissau, em Cabo Verde e, desde 2013, em São Tomé e Príncipe.
“Aquilo que nós tentamos é atuar de uma forma coesa e transversal na prevenção e na literacia em saúde, na capacitação de profissionais de saúde, na assistência médica e na melhoria de infraestruturas de saúde oral”, sublinhou a presidente da Mundo a Sorrir, Maria Dolores.
A organização portuguesa já enviou mais de 94 voluntários para o arquipélago africano, onde alcançou mais de 47.300 beneficiários, através de mais de 1.600 sessões de promoção de saúde oral, mais de 47.633 rastreios orais, mais de 10.422 tratamentos dentários e distribuição de mais de 68.278 escovas e pastas de dente.
“Investirmos em saúde, em saúde oral, investirmos na saúde geral de cada um de nós, de cada um de vocês, investirmos na prevenção, é investirmos em ganhos tremendos na saúde de cada um e investirmos na capacitação dos profissionais de saúde é investirmos num futuro em que as boas práticas em saúde prevalecem”, defendeu Maria Dolores.
São Tomé e Príncipe tem apenas um especialista em cirurgia maxilofacial, um médico dentista, dois técnicos e 17 estudantes que estão no último ano de licenciatura em estomatologia realizada num dos polos da Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP).