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Hospital de Almada diz que ainda não foi notificado pela IGAS devido a suspensão da IVG

Lusa
08-09-2026 17:57h

A Unidade Local de Saúde Almada Seixal (ULSAS) garantiu hoje que ainda não recebeu qualquer notificação oficial por parte da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) sobre a suspensão da consulta de interrupção voluntária da gravidez.

“Caso venha a receber a referida notificação, a ULSAS irá prestar todo o apoio e colaboração necessários, mantendo o seu compromisso total com a transparência e com a qualidade dos serviços prestados aos utentes”, acrescentou a instituição, numa resposta enviada à Lusa.

O Diário de Notícias informou hoje que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) decidiu avançar com uma “ação inspetiva” ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, após a suspensão em agosto da consulta de gravidez não desejada.

De acordo com o jornal, o processo inspetivo foi instaurado em 27 de agosto, por despacho do inspetor-geral, António Carapeto, após ter recebido, em 20 de agosto, uma “exposição relativa à organização dos cuidados prestados às mulheres que recorrem à interrupção voluntária da gravidez na área da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal, E.P.E.".

Este processo visa averiguar a forma como a decisão de fechar a consulta de gravidez não desejada foi concretizada e para avaliar a organização dos cuidados que vão ser prestados às mulheres.

Em meados de agosto, as comissões de utentes dos concelhos de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal, denunciaram a suspensão das interrupções voluntárias da gravidez (IVG) no Hospital Garcia de Orta, estando agora a ser garantidas por uma clínica privada em Lisboa.

Na mesma altura, em resposta enviada à Lusa, a Unidade Local de Saúde Almada e Seixal assegurou que a situação é temporária.

No final de agosto, num novo comunicado, as comissões disseram temer que a suspensão passe de temporária a definitiva, denunciando a "opção de destruição do Serviço Nacional de Saúde por parte do Governo".

Os grupos cívicos reuniram-se com o Conselho de Administração da ULSAS sobre a suspensão da IVG, apontando que a instituição relacionou a decisão com a falta de recursos humanos "na esperança de que esta medida possa ser temporária".

A decisão foi criticada pelos partidos políticos, que pediram explicações ao Governo, tendo o Livre solicitado uma audição urgente da administração da ULSAS sobre a suspensão das interrupções voluntárias da gravidez no Garcia de Orta.

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