Os 24 membros de uma estação de investigação australiana em Macquarie, no Pacífico, vão ser retirados devido ao risco que enfrentam caso o surto de gripe aviária dizime os elefantes-marinhos que vivem em redor da ilha.
O anúncio foi feito pelo governo da Austrália, referindo que o risco de contágio é considerado baixo.
A ilha de Macquarie está localizada no Oceano Pacífico Sul, entre a Tasmânia (sul da Austrália) e a Antártida e alberga uma estação de investigação australiana e milhares de elefantes-marinhos.
Estes mamíferos são altamente suscetíveis à gripe aviária H5N1, que chegou recentemente a esta região do mundo, e embora não tenha sido detetado qualquer caso na ilha, as autoridades temem que muitos morram durante a época de reprodução, de setembro a novembro.
Em junho, as autoridades anunciaram a morte de milhares de crias de elefante-marinho por gripe aviária noutro território remoto da Austrália, as ilhas Heard e McDonald.
"Embora o risco da gripe aviária H5N1 para os humanos seja considerado baixo, não podemos ignorar os riscos psicossociais de viver em proximidade com um número potencialmente grande de animais afetados", explicou o Secretário Adjunto do Departamento de Alterações Climáticas, Energia, Ambiente e Água, Sean Sullivan
Os 24 cientistas e pessoal técnico serão retirados pelo quebra-gelo RSV Nuyina em setembro ou no início de outubro, de acordo com o Departamento do Ambiente.
"Os membros da nossa expedição já vivem e trabalham num dos ambientes mais remotos e desafiantes do mundo", e "é importante minimizarmos quaisquer riscos adicionais que possam afetar o seu bem-estar e o bom funcionamento das nossas estações", acrescentou.
Antes da deteção do primeiro caso, em junho, a Austrália era a única região do mundo não afetada pela estirpe H5, que é fatal para as aves domésticas e selvagens de todo o mundo.
Na sexta-feira, as autoridades reportaram pelo menos 341 casos confirmados ou presumíveis de gripe aviária H5 na Austrália, mas nenhum em aves domésticas ou na produção agrícola do país.
Campanhas de vacinação em massa foram lançadas na semana passada para populações de aves, como os icónicos pinguins-azuis.