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Serviços minímos da greve do INEM prevêem CODU a funcionar a 90%

Lusa
27-08-2026 16:18h

Os serviços mínimos para a greve de setembro dos técnicos do INEM prevêem que os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) funcionem a 90% da sua capacidade, adiantou o presidente do sindicato que convoca a paralisação.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), Rui Lázaro, disse à Lusa que “existe acordo nos serviços mínimos” tendo o STEPH aceitado a proposta do INEM em relação aos serviços mínimos do CODU para que passassem de 80% para 90%.

No pré-aviso de greve, o STEPH propôs como serviços mínimos para os CODU [que coordenam e gerem um conjunto de meios de socorro] 80% do número de trabalhadores escalados à data do pré-aviso, 26 de agosto.

Já para os meios de emergência médica, o sindicato propôs a manutenção dos meios que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana.

Rui Lázaro adiantou que já comunicou a decisão à diretora dos recursos humanos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e vai enviar a resposta por escrito ao instituto.

Na quarta-feira, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, garantiu que seriam marcados serviços mínimos se a greve dos técnicos do INEM, prevista para 14 e 28 de setembro, não for suspensa, após uma reunião para clarificar as questões que estão na base da greve.

O INEM irá apresentar na próxima semana uma contraproposta ao sindicato e haverá uma nova reunião, que ainda não está agendada, mas que terá de decorrer antes do primeiro dia de greve.

Em 13 de agosto, o STEPH anunciou dois dias de greve dos técnicos do INEM, a maior classe profissional do instituto, contra medidas de reorganização de meios que têm sido tomadas pelo conselho diretivo, num processo que levou ao extremar de posições entre as duas partes nas últimas semanas.

Em concreto, o sindicato pretende que o INEM desista de transformar as ambulâncias de suporte imediato de vida em veículos ligeiros, alegando que isso retira capacidade de transporte de doentes, e que alargue a rede de ambulâncias de emergência até final de 2027, entre outras reivindicações.

O STEPH considera que a reorganização de meios representa uma diminuição da capacidade de socorro, comprometendo a prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalar, uma redução que o INEM tem desmentido por várias vezes, contrapondo com o reforço da resposta que será dada à população.

A greve do INEM de 04 de novembro de 2024, coincidiu com uma paralisação da administração pública e registaram-se 12 mortes, três das quais associadas a atrasos no socorro, segundo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

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