A assembleia anual da Organização Mundial da Saúde (OMS) acordou hoje unanimemente um texto em que “regista” a saída da Argentina da organização, mas deixa em aberto a possibilidade de manter a cooperação com o país.
No documento, aprovado por uma das comissões da assembleia e que se espera seja ratificado no sábado, na sessão plenária de encerramento, refere-se que, recebida a comunicação do Ministério dos Negócios Estrangeiros argentino, a 25 de fevereiro de 2025, notificando que a Argentina se retiraria da organização a 17 de março de 2026, “não é desejável qualquer outra medida neste momento”.
No entanto, acrescenta-se no texto, “a OMS sempre acolherá com satisfação a plena cooperação da Argentina” com o trabalho da agência de saúde das Nações Unidas.
Após a adoção sem necessidade de votação, vários países se pronunciaram sobre a questão, entre os quais três nações latino-americanas - Bolívia, Chile e El Salvador -, que expressaram respeito pela “decisão soberana” do Governo do Presidente argentino, Javier Milei.
A delegação chilena recordou ainda que a Argentina foi membro fundador da OMS e “manteve ao longo da história uma participação ativa e construtiva nos esforços coletivos para a promoção e proteção da saúde pública a nível regional e global”.
A China também interveio, com a sua delegação a pedir “normas mais claras” no futuro para “reduzir as controvérsias” relativas à saída de países da organização.
Outro país que formalizou a sua saída da OMS este ano, um ano depois de a ter anunciado, foram os Estados Unidos, até então o maior contribuinte da agência especializada da ONU.
No entanto, esta saída não estava na ordem de trabalhos da atual assembleia, iniciada a 18 de maio e que terminará no sábado.