O secretário de Estado norte-americano acusou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS) de ter sido “um pouco lenta” a identificar o novo surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo).
Questionado pelos jornalistas sobre a resposta norte-americana à epidemia, Marco Rubio afirmou que os principais intervenientes serão os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e a OMS.
“A Organização Mundial de Saúde infelizmente foi um pouco lenta a identificar este surto”, denunciou o chefe da diplomacia norte-americana.
Rubio acrescentou que Washington já disponibilizou 13 milhões de dólares (cerca de 11 milhões de euros) para operações de “resposta imediata” e espera abrir cerca de 50 clínicas para tratamento do Ébola na RDCongo.
“É um pouco difícil o acesso porque é uma zona rural e um local de difícil acesso num país devastado pela guerra, infelizmente”, afirmou Rubio.
As declarações surgiram quando os Estados Unidos formalizaram a saída da OMS, decisão tomada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e reduziram significativamente o financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
A USAID tinha desempenhado um papel importante nas respostas internacionais a anteriores surtos de Ébola em África.
A OMS alertou para a “escala e velocidade” da propagação da epidemia no leste da RDCongo, onde já se suspeita que a doença tenha provocado mais de 130 mortos.
O Ébola é uma febre hemorrágica viral altamente contagiosa, transmitida através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas infetadas, e apresenta taxas de mortalidade elevadas.