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Autarca de Castelo Branco apela à mobilização da região na defesa da ULS

Lusa
15-05-2026 15:12h

O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco considerou, hoje, que a defesa do Hospital Amato Lusitano (HAL) e da Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco tem de ser “um desígnio de toda a região”.

Na sequência de uma reunião na quinta-feira com o conselho de administração da ULS de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues defende que “a mobilização da sociedade civil e das instituições regionais é o caminho para garantir que o hospital [Amato Lusitano] continue a ser uma referência de proximidade e confiança”.

Para o autarca “é fundamental que Castelo Branco e os concelhos vizinhos se envolvam coletivamente na defesa e no reforço da ULS”, que serve também os municípios de Idanha-a-Nova, Penamacor, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco.

Este apelo decorre do facto de a administração da ULS ter apontado como necessidades mais prementes o investimento no bloco operatório e na Unidade de Cuidados Intensivos, além da criação de incentivos para a fixação de profissionais de saúde, sobretudo de especialistas.

Rui Amaro Alves, presidente do conselho de administração da ULS, anunciou a abertura de “novos concursos para médicos especialistas e para a Medicina Geral e Familiar”.

Este responsável revelou ainda que, “com vista a aumentar a atratividade da região, foi proposta à autarquia a adoção de medidas que já vigoram noutros pontos do país, como incentivos à habitação e o apoio no acesso a creches, matérias a que se mostrou sensível”.

A nível do concelho, o presidente da Câmara frisa que continuará a ser um parceiro ativo na procura de soluções, dando como exemplo os investimentos municipais no novo Centro de Saúde de Alcains e na Unidade de Saúde Familiar (USF) Receber e Cuidar, na Avenida Nuno Álvares.

A obra do Centro de Saúde de Alcains está concluída, prevendo-se que seja inaugurado em breve. O novo edifício tem apenas um só piso, onde se concentram todas as valências, representa um investimento superior a 1,5 milhões de euros (ME), que conta com uma comparticipação do Plano de Resolução e Resiliência (PRR).

Já a empreitada da USF Receber e Cuidar, que representa um investimento superior a 2,1 ME, também apoiado pelo PRR, vai servir 10 mil utentes e deverá atingir os 90% da sua execução em agosto.

O encontro entre autarquia e administração da ULS “serviu para alinhar prioridades e, sobretudo, para lançar uma reflexão sobre o futuro do HAL, enquanto peça fulcral no desenvolvimento da região e dos cuidados hospitalares à população”, tendo-se concluído ser imperativo “o reforço da capacidade hospitalar”.

“Mais do que uma preocupação direta com as infraestruturas, o que está em causa é a salvaguarda da autonomia e da qualidade de vida da população. Não podemos permitir que a região perca capacidade de resposta, pois isso significaria um retrocesso na assistência que prestamos aos cidadãos”, afirmou Leopoldo Rodrigues.

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