A Somália recebeu hoje 25 toneladas de ajuda alimentar da Rússia, no mesmo dia em que as Nações Unidas alertaram que seis milhões de pessoas naquele país, 31% da população, sofrem de níveis críticos de insegurança alimentar.
O ministro da Informação da Somália, Abdulfatah Kasim Mohamud, juntamente com o comissário da Agência de Gestão de Catástrofes da Somália (SoDMA), Mahamuud Moallim, "recebeu hoje uma doação de 25 toneladas de ajuda alimentar do embaixador russo não residente na Somália, Mikhail Golovanov, durante a sua visita a Mogadíscio", anunciou a agência na rede social X (antigo Twitter).
A ajuda, fornecida pelo Governo russo, será distribuída pela SoDMA às comunidades mais vulneráveis.
Moallim "agradeceu a ajuda e expressou a sua gratidão ao Governo russo pela sua colaboração contínua e contribuição para os esforços de resposta humanitária na Somália", assinalou a SoDMA.
Por seu lado, acrescentou, o embaixador Golovanov reafirmou que a Rússia vai continuar a apoiar o povo somali "durante os períodos de dificuldades humanitárias".
A crise alimentar na Somália deve-se a fatores como a seca, a insegurança, a assistência humanitária limitada e as repercussões do conflito no Médio Oriente, bem como ao risco acrescido de inundações.
Estes fatores foram agravados por uma redução dos serviços e da assistência humanitária devido às "graves limitações de financiamento", salientou a Organização das Nações Unidas (ONU).
Quatro agências da ONU declararam, num comunicado, que a Somália enfrenta "uma das piores crises de desnutrição do mundo, que afeta aproximadamente 1,9 milhões de crianças, das quais 493 mil sofrem de desnutrição aguda grave e têm um risco de morte doze vezes superior ao das crianças bem nutridas".
Na semana passada, o Programa Alimentar Mundial (PAM) alertou que poderá suspender a ajuda humanitária na Somália até julho caso não receba novos financiamentos.