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Síria: ONU obrigada a reduzir “consideravelmente” ajuda alimentar

Lusa
13-05-2026 13:20h

O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas viu-se obrigada a “reduzir consideravelmente” as operações de ajuda na Síria e junto dos refugiados sírios nos países vizinhos, devido a “carências críticas de financiamento”.

“O PAM reduziu em 50% a assistência alimentar de emergência, passando de 1,3 milhões de pessoas para 650 mil em maio, e pôs termo a um programa nacional de subsídio ao pão que apoiava diariamente milhões de pessoas”, sublinhou num comunicado a agência da ONU com sede em Roma.

“A redução da assistência do PAM é ditada exclusivamente pelas limitações de financiamento e não por uma diminuição das necessidades”, declarou Marianne Ward, diretora do Programa Alimentar Mundial para a Síria, citada no comunicado.

A agência da ONU salienta que “7,2 milhões de pessoas na Síria continuam em situação de insegurança alimentar aguda, das quais 1,6 milhões enfrentam condições severas”, embora existam “sinais de estabilização” em algumas partes do país.

Apesar de, em 2025, o PAM ter conseguido ajudar 5,8 milhões de pessoas nos 14 províncias da Síria através de vários programas, “as persistentes limitações de financiamento obrigam agora a reduzir ainda mais a cobertura, que passa de 14 para apenas sete”, acrescenta o comunicado.

As carências de financiamento afetam igualmente os refugiados sírios nos países vizinhos, como o Líbano, a Jordânia e o Egito, “onde o aumento dos custos, a persistente instabilidade e a falta de oportunidades de rendimento agravam a vulnerabilidade”, refere o PAM.

A agência da ONU afirma necessitar de “189 milhões de dólares [cerca de 161 milhões de euros] para os próximos seis meses (junho-novembro de 2026), a fim de manter e restabelecer assistência vital no interior da Síria”.

“Um financiamento rápido permitirá ao PAM chegar a 1,6 milhões das pessoas mais vulneráveis, manter apoio nutricional essencial, garantir o acesso a pão a preços acessíveis para milhões de outras pessoas e ajudar a evitar uma nova deterioração num momento que continua a ser determinante para a recuperação da Síria”, sublinha o comunicado.

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