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África lidera reduções de HIV e tuberculose mas permanece com maior incidência – OMS

Lusa
13-05-2026 13:01h

África foi o continente que mais conseguiu reduzir as taxas de HIV e tuberculose, apesar de permanecer como líder das incidências, de acordo com um relatório divulgado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o relatório “Estatísticas Mundiais da Saúde 2026” da OMS, “a Região Africana alcançou reduções mais rápidas tanto nas novas infeções por VIH como na taxa de incidência da tuberculose (70% e 28%, respetivamente) do que a média global”

Apesar dos progressos registados na última década, a Região Africana continua a concentrar o maior número de casos de VIH.

Desde 2010, a taxa de incidência do vírus caiu 70%, situando-se em 0,53 novas infeções por cada mil pessoas não infetadas em 2024.

Contudo, no final de 2024, o continente representava cerca de 65% de todas as pessoas que vivem com VIH no mundo.

Esse valor representa 26,3 milhões de pessoas, num total global estimado de 40,8 milhões.

África mantém ainda a taxa de incidência de tuberculose mais elevada do mundo, apesar dos progressos significativos.

“A Região Africana, embora continue a apresentar a taxa de incidência mais elevada desde 2015, conseguiu uma redução líquida de 28%, mais do dobro da taxa global de redução”, lê-se no relatório, no qual argumenta que estes dados demonstram ser “possível alcançar progressos em todos os níveis da doença e que acelerar os progressos é essencial para atingir a meta”.

Em 2024, à escala global, a OMS estima que 10,7 milhões de pessoas tenham desenvolvido a doença, apesar da taxa de incidência ter descido 12% desde 2015, passando de 150 para 131 novos casos por cada 100 mil habitantes.

“Esta redução fica aquém da meta da Estratégia da OMS, que prevê uma redução de 80% até 2030”, indicou.

No caso da malária e hepatites virais, África permanece também como o continente mais afetado.

Em 2024, registaram-se cerca de 282 milhões de casos de malária em todo o mundo, com uma taxa de incidência de 64 casos por cada mil pessoas em risco, sendo que o continente africano apresenta uma incidência muito superior à média global, com 238 casos por cada mil pessoas em risco, quase quatro vezes mais do que o valor mundial.

No caso das hepatites virais, a tendência é semelhante: “em 2024, estimava-se que 240 milhões de pessoas viviam com hepatite B e 47 milhões com hepatite C em todo o mundo”, de acordo com a OMS.

A região africana concentra 68% das novas infeções por hepatite B a nível mundial, sendo também a única região onde a prevalência em crianças com menos de cinco anos ainda ultrapassa 1%.

África continua a registar a maior taxa de natalidade na adolescência entre todas as regiões da OMS, a mais elevada mortalidade materna do mundo, sendo “a única classificada como tendo níveis elevados”, a maior mortalidade neonatal e infantil, “sendo responsável por quase 60% das mortes em crianças com menos de cinco anos (2,8 milhões de mortes em 2024), apesar de representar apenas cerca de 30% dos nascimentos vivos a nível mundial”, frisou a OMS.

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