O Hospital Cruz Vermelha faturou 36,5 milhões de euros em 2025, um aumento de 2% face ao exercício anterior, e com o EBITDA a passar a positivo, anunciou em comunicado.
"A execução de um plano de transformação estruturado permitiu melhorar substancialmente o desempenho operacional e financeiro do hospital, reforçando a sua sustentabilidade e capacidade assistencial", acrescentam em comunicado.
O Hospital Cruz Vermelha destaca ainda a realização em 2025 de mais de 100 mil consultas, 5.000 cirurgias, 200 mil meios complementares de diagnóstico e tratamento e 5.000 episódios de urgência.
"A melhoria de desempenho resulta da execução disciplinada de um conjunto de iniciativas estruturais que geraram impacto mensurável em produtividade e na eficiência. No plano operacional, destacam-se a melhoria de 17% na taxa de ocupação do bloco operatório e uma redução de 35% nos tempos de espera.
Ainda no plano financeiro, o EBITDA "registou uma inversão estrutural", tendo passado de um resultado negativo de 424 mil euros em 2024 para um valor positivo de 396 mil euros em 2025.
Em comunicado referem ainda que o hospital "recuperou 1,6 milhões de euros em dívidas de terceiros, regularizou 48% dos pendentes de faturação e obteve mais de 350 mil euros em poupanças decorrentes de renegociações contratuais e da otimização de processos internos".
Adiantam ainda que realizaram "um investimento significativo no desenvolvimento do seu capital humano", nomeadamente com mais de 900 horas de formação com vista à qualificação das equipas e reforço de competências. Ao mesmo tempo, dizem ter consolidado uma estratégia de atração e retenção de talento.
O ano de 2025 foi "de progresso real para o Hospital Cruz Vermelha. A evolução alcançada reflete diretamente o empenho das equipas e a execução de um ambicioso e necessário plano de transformação. Entramos em 2026 com desafios, mas com uma organização mais sólida, mais eficiente e mais preparada, mantendo sempre o compromisso com a excelência clínica e a experiência do doente”, afirma o presidente do Conselho de Administração ('chairman') do Hospital Cruz Vermelha, Luís Filipe Pereira, citado no comunicado.
Por seu lado, o presidente executivo do Hospital Cruz Vermelha, Pedro de Albuquerque Mateus, acrescenta, no mesmo comunicado, que os resultados demonstram que o hospital está no caminho certo para se afirmar "como um 'player' (operador) incontornável" no sistema de saúde português.
"Melhorámos a eficiência, reforçámos a competitividade e consolidámos a nossa capacidade de resposta, sempre com foco na qualidade e na medicina humana e humanizada”, afirma o CEO.
Para 2026, o Hospital Cruz Vermelha diz que quer aprofundar a "agenda de transformação, com prioridade atribuída à consolidação da eficiência operacional, melhoria da qualidade assistencial e da experiência do cliente".
O plano de investimentos em curso, referem, prevê a modernização da infraestrutura tecnológica e física do hospital, bem como "o reforço das equipas nas áreas estratégicas e o desenvolvimento da atividade clínica nos segmentos que consideram de maior diferenciação.
“Estamos a acelerar os esforços de transformação, realizando investimentos críticos necessários para assegurar o futuro da unidade. Vamos continuar a apostar nas nossas equipas, captando talento, e a reforçar a aposta nas nossas áreas de diferenciação”, conclui o 'chairman'.
O Hospital Cruz Vermelha - cujo capital é detido em 55% pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e em 45% pela Parpública - é uma unidade de saúde com 60 anos, com mais de 60 camas de internamento, uma equipa de mais de 600 colaboradores e prestadores de serviços e um corpo clínico integrado por mais de 500 profissionais.