A Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social admitiu hoje “constrangimentos técnicos” na Linha de Saúde Açores no domingo, mas salientou que não existiu “qualquer falha operacional” imputável ao executivo açoriano.
Em comunicado, a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social indica que “não houve qualquer colapso da Linha de Saúde Açores, não existiu interrupção total do serviço” e o acesso aos cuidados de saúde “não esteve comprometido em momento algum”.
“Durante o período em que a atividade esteve condicionada, não foi registada qualquer chamada para o 112 relacionada com situações associadas à Linha de Saúde Açores. A situação ficou integralmente resolvida pelas 16:00 do dia 10 de maio”, acrescenta o executivo regional (PSD/CDS-PP/PPM).
Na nota, a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social recorda ainda que a Linha de Saúde Açores “é um serviço de aconselhamento e orientação clínica não urgente, não se tratando de uma linha de emergência médica”.
Além disso, é acrescentado, o edifício onde opera a Linha de Saúde Açores “não integra a esfera de gestão da tutela da saúde do Governo Regional dos Açores, encontrando-se sob responsabilidade de uma entidade privada, no âmbito de um contrato de prestação de serviços”.
“Assim que o problema foi identificado, foram desencadeados contactos imediatos com a entidade responsável e com os parceiros técnicos envolvidos, incluindo a área das comunicações, com o objetivo de mitigar rapidamente os constrangimentos verificados”, lê-se na nota.
Em simultâneo, foi articulado com o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) o “reforço preventivo da capacidade da linha de emergência médica, acautelando a eventualidade de desvio de chamadas para o 112”, ainda segundo o executivo açoriano.
O Chega tinha questionado hoje o Governo Regional dos Açores sobre quantas chamadas ficaram sem resposta da Linha de Saúde Açores face aos “graves problemas” verificados no domingo, sustentando que continuam a existir “falhas básicas no serviço”.
Num requerimento entregue na Assembleia Legislativa dos Açores, os deputados da bancada do Chega/Açores referem que “foram relatadas situações de mais de 30 minutos de espera, sem qualquer atendimento, numa linha que deveria servir precisamente para apoiar pessoas doentes, fragilizadas e em situação de necessidade”.