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Festival Mental celebra 10 anos com programa de arte e natureza centrado na saúde mental

Lusa
13-05-2026 09:16h

O Festival Mental, projeto pioneiro na promoção da saúde mental através da cultura, celebra 10 anos com uma “programação intergeracional” e focada na natureza que, entre quinta-feira e domingo, ocupará vários espaços de Lisboa, com diversas manifestações artísticas.

No ano em que assinala uma década de existência, o Festival Mental - Cinema, Artes e Informação “invade o Cinema São Jorge, a Quinta das Conchas e as ruas de Lisboa”, revela a organização em comunicado.

Ao longo de dez anos, o Festival Mental “construiu um percurso consistente, acompanhando a evolução do discurso público sobre saúde mental e antecipando temas que hoje são centrais no debate contemporâneo”, destacam os promotores, afirmando que entre 14 e 17 de maio, o festival se vai assumir “como um verdadeiro ‘radar’, revisitando os temas do passado e projetando os desafios do futuro.

Esta 10.ª edição inclui cinema, teatro, música, debates, ‘workshops’, numa programação que se destaca “pela sua abrangência intergeracional, estendendo-se dos 08 aos 80 anos” e por explorar a relação entre saúde mental, bem-estar e natureza, através do segmento M-Natura, que promove “práticas de cuidado, escuta e reconexão através da cultura em diálogo com a natureza”.

Neste âmbito, realiza-se no dia 15 de maio, na Quinta das Conchas, o ‘workshop’ infantil “Floresta: Ecossistema e Habitat”, orientado por Conceição Colaço, Maria João Vieira e Tiago Reis, que através de jogos lúdico-pedagógicos pretende promover a “literacia florestal”.

Este foco na natureza engloba ainda o documentário “Malcata – Conto de Uma Serra Solitária”, de Miguel Cortes Costa e Ricardo Guerreiro, a ser exibido no dia 17 de maio, no Cinema São Jorge, seguido de uma sessão de perguntas e respostas.

“Este documentário desvenda as camadas de tempo inscritas na Serra da Malcata, território de fronteira moldado pela força da terra, pela vida selvagem e pela resistência das comunidades que resistem à solidão”.

O teatro e a intervenção social “mantêm-se como pilares fundamentais” da programação, com a apresentação da peça “Contrabandistas de Comemorações (esquecidas?)”, pelo Grupo de Teatro Terapêutico W+, da Unidade de Saúde W+ da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no dia 16 de maio.

A população sénior estará em foco no ‘workshop’ “Idade Não É Prazo de Validade”, orientado por Mafalda Sacchetti, agendado para 17 de maio, dedicado a temas como solidão, ansiedade e depressão na terceira idade, “causadas principalmente pela maior noção de finitude e perda de faculdades físicas, motoras e mentais”.

Além destas iniciativas, o festival inclui o segmento M-Cinema, com curtas-metragens internacionais, as M-Talks, dedicadas à reflexão sobre a evolução do setor da saúde mental, o M-Click, centrado na relação entre ciência e criatividade, e o “My Story, My Song”, dedicado à partilha de experiências através da música.

A edição deste ano incluiu um momento inédito de “abertura do festival à cidade”, no dia 12, com um desfile nas ruas de Lisboa, protagonizado por artistas do Chapitô, entre acrobatas, malabaristas e monociclistas em andas.

A organização destaca que a coprodução do festival com a Coordenação Nacional das Políticas para a Saúde Mental assegura “uma validação científica” das atividades desenvolvidas.

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