Um dos 14 espanhóis que viajou no cruzeiro "MV Hondius" teve um teste positivo de infeção com hantavírus, disse hoje o Governo de Espanha.
Este foi o resultado de um primeiro teste ao hantavírus e trata-se por isso de um "positivo provisório".
"Nas próximas horas conhecer-se-ão os resultados definitivos", acrescentou o Ministério da Saúde, num comunicado.
O passageiro do "MV Hondius" está sem sintomas e "o seu estado geral é bom", segundo a mesma nota.
Os outros 13 espanhóis retirados do navio no domingo tiveram testes negativos, resultados que são também, neste caso, ainda provisórios, disse o Governo.
As 14 pessoas de nacionalidade espanhola que estavam no navio com um surto de hantavírus (13 passageiros e 1 tripulante) foram retiradas do "MV Hondius" no domingo, na ilha de Tenerife, nas Canárias, e levadas para um hospital militar de Madrid, para serem submetidas a exames médicos e uma quarentena.
Foram confirmados até agora, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) sete casos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram no cruzeiro "MV Hondius", que saiu do sul da Argentina no início de abril. Três pessoas morreram.
Existem ainda outros casos suspeitos ou prováveis, incluindo este hoje agora anunciado por Espanha e o de um norte-americano repatriado no domingo desde as Canárias que os EUA classificaram como "positivo fraco", enquanto a OMS e o ECDC o classificam como não conclusivo.
O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa.
Os sintomas da infeção são, inicialmente, semelhantes aos da gripe, como tosse, fadiga ou dores de cabeça e musculares.
A OMS garantiu que o risco deste surto para a população em geral é baixo.