Donald Trump afirmou hoje que não se arrepende se ter retirado o seu país da Organização Mundial de Saúde (OMS), quando um surto do hantavirus obrigou a repatriar 18 passageiros do paquete MV Hondius para os EUA.
Questionado pelos jornalistas, na Sala Oval, se a atualidade o faziam repensar a saída da OMS, Trump respondeu: “Não. Estou contente”.
Reiterou as críticas à OMS pela gestão da pandemia do covid-19 alegadas pelo seu governo para sair da organização, concluída em janeiro.
“Estávamos a pagar 500 milhões de dólares por ano, o que é muito dinheiro, mas não nos estavam a tratar bem. Estavam a fazer diagnósticos errados, queixou-se.
Insistiu ainda em que o vírus do covid-19 “saiu de Wuhan”, acrescentando, sem provas, que os peritos da OMS “negaram-se a dizê-lo porque estavam controlados pela China”.
Sobre o surto do hantavirus, Trump disse que espera “que tudo corra bem”.
As autoridades sanitárias do país asseguraram hoje que o risco de hantavirus “para o público continua a ser mui, muito baixo”.
Dos 18 passageiros (17 dos EUA e um britânico residente en EUA), dois foram transferidos para Atlanta, para “receber mais avaliação e atenção”, 15 estão em quarentena na Universidade de Nebraska e outro, que deu positivo ao vírus, continua na unidade de biocontenção desta universidade.