Moçambique registou cerca de 300 casos de cólera no último mês, aproximando-se de 9.000 infetados na atual epidemia, desde setembro, com 84 mortos, segundo dados da Direção Nacional de Saúde Pública (DNSP).
No boletim mais recente da DNSP sobre a evolução da doença, com dados de 03 de setembro a 05 de maio, regista-se um acumulado de 8.915 casos neste período, 3.894 dos quais registados na província de Nampula, com um total de 39 mortos, e 2.916 em Tete, com 33 óbitos, além de 1.100 em Cabo Delgado, onde foram registados oito mortos.
Nas 24 horas anteriores ao fecho do boletim (05 de maio) foram confirmados 24 novos casos – mais de 300 infetados desde 15 de abril -, com a taxa de letalidade geral em Moçambique a baixar para 0,9% e com 31 pessoas internadas.
Desde finais de fevereiro registou-se apenas um morto provocado por cólera, elevando o total a 84 em oito meses.
Entre o final de fevereiro e o início de março, as autoridades de saúde moçambicanas chegaram a registar diariamente mais de 100 novos infetados, com surtos ativos em cerca de 25 distritos do país, indicadores que estão em queda nas últimas semanas, associado ao fim da época das chuvas (outubro a abril).
No surto entre 17 de outubro de 2024 e 20 de julho de 2025, foram registados 4.420 infetados, dos quais 3.590 em Nampula, e um total de 64 mortos, pelo que o atual já supera o número de doentes e de óbitos em menos tempo.
As autoridades moçambicanas administram uma segunda dose de vacina contra a cólera a 3,5 milhões de pessoas em nove distritos das províncias de Sofala e Tete (centro), Nampula e Cabo Delgado (norte), entre 03 e 09 de abril, segundo dados anteriores do Governo.
A escolha destas províncias prende-se com o objetivo de conter a progressão da doença, após registo de casos nestas regiões desde o início do ano.