A Pfizer registou lucros líquidos de 2,7 mil milhões de dólares (cerca de 2,5 mil milhões de euros) no primeiro trimestre de 2026, menos 9% face ao mesmo período do ano passado, informou hoje a farmacêutica.
De acordo com a informação divulgada, a empresa alcançou as receitas de 14,5 mil milhões de dólares no primeiro trimestre, o que representa um aumento de 5% face ao mesmo período de 2025. Excluindo os produtos relacionados com a covid-19, o crescimento operacional ascendeu a 7%.
Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado sobretudo por um aumento de 22% nas receitas de medicamentos recentemente lançados ou adquiridos, com destaque para áreas como oncologia e doenças crónicas.
O lucro por ação diluído recuou para 0,47 dólares e, em termos ajustados, o lucro por ação fixou-se em 0,75 dólares, abaixo dos 0,92 dólares registados no período homólogo.
Entre janeiro e março, a farmacêutica investiu cerca de 2,5 mil milhões de dólares em investigação e desenvolvimento e distribuiu 2,4 mil milhões de dólares em dividendos aos acionistas.
Citado em comunicado, o presidente executivo (CEO), Albert Bourla, afirmou que a empresa teve “um arranque forte em 2026”, sublinhando o progresso do ‘pipeline’ de investigação, com resultados positivos em ensaios clínicos de fase avançada, sobretudo nas áreas de oncologia e obesidade.
A empresa reiterou as previsões para 2026, antecipando receitas anuais entre 59,5 e 62,5 mil milhões de dólares e um lucro por ação ajustado entre 2,80 e 3,00 dólares.
A Pfizer sublinhou que continuará a apostar na inovação e na expansão do portefólio como motores de crescimento a longo prazo, num contexto de maior concorrência de genéricos e biossimilares.