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Universidades de Macau e Coimbra criam centro sobre Direito e Inteligência Artificial

Lusa
28-04-2026 14:52h

A Universidade de Macau (UM) anunciou hoje a criação de um centro conjunto com a Universidade de Coimbra (UC) sobre Direito e Inteligência Artificial (IA).

Num comunicado, a UM disse que o novo centro "irá promover a colaboração interdisciplinar na investigação e educação avançada" na ligação entre Direito e IA.

A instituição deu como exemplo "projectos de investigação conjunta, formação de quadros, organização de conferências internacionais" e intercâmbio de professores e estudantes.

A UM sublinha que a nova iniciativa representa "uma expansão significativa" da cooperação com a universidade portuguesa no domínio dos estudos jurídicos.

Em outubro de 2024, as duas instituições assinaram um acordo para a criação de um doutoramento em co-tutela na área da Saúde "e das Neurociências em especial", disse na altura à Lusa o vice-reitor para as Relações Externas da UM, João Nuno Calvão da Silva.

Um ano antes, a UC e a UM criaram um laboratório conjunto para estudar o envelhecimento cognitivo e responder às necessidades geradas pelo aumento da esperança de vida.

O acordo para a criação do novo centro conjunto sobre Direito e IA foi assinado em 20 de abril pelo reitor da UM, Song Yonghua, que esteve em Lisboa integrado na comitiva do líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai.

Na mesma ocasião, a UM assinou um acordo com a Universidade de Lisboa (ULisboa), que irá apoiar a criação da primeira faculdade de medicina pública da região semiautónoma chinesa.

Os finalistas do curso conjunto de licenciatura na futura Faculdade de Medicina da UM, com inauguração prevista para 2028, poderão fazer uma tese para completarem o mestrado integrado da ULisboa.

A UM sublinhou hoje que os médicos assim formados poderão obter o reconhecimento e exercer medicina não apenas em Macau, Hong Kong, China continental e Portugal, mas também em toda a União Europeia.

Ainda em Lisboa, a UM assinou um acordo com o IPLuso - Instituto Politécnico da Lusofonia e a Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Chengdu para "fomentar a cooperação educacional e de investigação em medicina chinesa".

A parceria irá usar os recursos das três instituições para formar profissionais de medicina tradicional chinesa, tirando partido "do papel único de Macau como ponte de ligação entre a China e Portugal".

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