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ULS São José confirma saída de quatro anestesiologistas mas prevê impacto reduzido

Lusa
18-09-2026 18:18h

Quatro anestesiologistas vão deixar o Hospital Dona Estefânia no próximo mês, confirmou hoje a Unidade Local de Saúde São José (ULSSJ), prevendo que essas rescisões tenham um impacto reduzido no serviço.

“No Hospital Dona Estefânia (HDE), confirmam-se quatro rescisões de médicos anestesiologistas, com efeito em outubro”, adiantou à agência Lusa a unidade de saúde que gere sete hospitais em Lisboa.

A ULSSJ prevê que o impacto das saídas dos quatro especialistas seja reduzido, alegando que três já se encontravam ausentes há vários meses - um por licença parental e dois por doença prolongada - e o quarto exercia funções em tempo parcial.

Salientou também que tem sido reforçada a equipa, uma vez que, desde junho, foram contratados quatro especialistas em anestesiologia para o quadro permanente da ULS e seis novos prestadores de serviços, que atualmente desempenham funções no HDE.

Além disso, o serviço de anestesiologia é “gerido de uma forma global” entre os sete hospitais que integram a ULS, existindo outros anestesiologistas com diferenciação em pediatria que podem, quando isso for necessário, ser mobilizados temporariamente para o HDE, alegou.

No início deste mês, os nove chefes de equipa da urgência pediátrica do Hospital Dona Estefânia apresentaram a demissão dos cargos, alegando constrangimentos com a anestesiologia.

Na altura, a ULSSJ avançou que as demissões referiam-se exclusivamente às funções de coordenação e chefia que desempenhavam na urgência pediátrica, reconhecendo ainda que existiram “constrangimentos no preenchimento das escalas de anestesiologia”, devido à menor disponibilidade de profissionais devido às férias, mas também à escassez de anestesiologistas a nível nacional.

Recentemente, a Ordem dos Médicos estimou que o Serviço Nacional de Saúde precise de mais 600 anestesiologistas e defendeu a criação de uma estratégia nacional para atrair e reter especialistas dessa área no serviço público de saúde.

Já hoje a unidade de saúde considerou que, num serviço com a dimensão da anestesiologia da ULSSJ - que integra 83 especialistas, 41 médicos em formação no âmbito do internato e mais de 20 prestadores de serviços - é “expectável que ocorram movimentos de entrada e saída de profissionais, associados a diferentes situações, como aposentação, rescisão contratual ou mobilidade”.

A ULSSJ dispõe de “um dos maiores quadros de especialistas em anestesiologia do país”, salientou também a unidade de saúde, reconhecendo, porém, que a sua dispersão por vários hospitais de elevada diferenciação na cidade de Lisboa “determina necessidades de recursos particularmente exigentes”, superiores às de outras instituições de dimensão comparável, mas que têm a atividade assistencial mais concentrada.

Assegurou ainda que tem desenvolvido “todos os esforços” para reforçar os recursos humanos disponíveis nesta área, promovendo a captação de médicos especialistas e recorrendo, sempre que necessário, à contratação de prestadores de serviços e à colaboração de médicos aposentados.

A ULS São José foi classificada como zona geográfica carenciada para a especialidade de anestesiologia no despacho do Governo deste ano que prevê a atribuição de incentivos aos médicos a contratar pelas ULS, considerando que essa medida constitui um “importante instrumento para reforçar a capacidade de atração e fixação” de profissionais de saúde.

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