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DE-SNS faz balanço positivo da primeira urgência regional e estuda outras

Lusa
08-04-2026 15:11h

A Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) fez hoje um balanço positivo da primeira urgência regional de ginecologia e obstetrícia, que entrou em funcionamento em março no Hospital de Loures, estando outras em estudo.

“O balanço é, até ver, positivo. Os dados preliminares apontam para números que estavam dentro das nossas projeções, ou seja, o funcionamento normal de uma urgência centralizada que consegue, de certa maneira, obviar a falta de recursos humanos que já se verificava no Hospital de Vila Franca de Xira na área de ginecologia e obstetrícia”, declarou aos jornalistas Francisco Matos, vogal do Conselho de Gestão da DE-SNS, no Hospital de Santo André, em Leiria, onde a ministra da Saúde inaugurou uma nova sala de Pacing e Eletrofisiologia.

A urgência regional de ginecologia e obstetrícia, a funcionar no Hospital de Loures, abriu no dia 16 de março, tendo sido a primeira criada no âmbito do novo modelo para responder à falta de profissionais de saúde.

Já a urgência regional de ginecologia e obstetrícia da Península de Setúbal vai começar a funcionar a partir do dia 15 de abril, em dois polos, um no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e um outro no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

Questionado se estão previstas novas urgências regionais, este responsável da DE-SNS referiu que o assunto está a ser estudado.

“A falta de recursos humanos ao nível dos serviços de urgência, que são muito complexos de gerir em termos de recursos humanos, é um problema que afeta o país inteiro, várias regiões do país, mas também temos de ter em consideração que não são todos os hospitais, todas as ULS [unidades locais de saúde] todas as especialidades que possam acomodar uma urgência centralizada, porque há critérios e o critério de maior importância é o da acessibilidade, a proximidade para toda uma população residente numa determinada região”, explicou.

Francisco Matos reconheceu que é necessário “ter algum cuidado”, dado estar em causa urgências e da necessidade das populações e do seu acesso em “situações de emergência”.

O médico assegurou que “todas as regiões estão a ser estudadas, esta incluída [Unidade Local de Saúde da Região de Leiria], porque esta, durante os últimos meses, também teve alguns problemas, alguns constrangimentos nas suas urgências de ginecologia e obstetrícia, em que houve algumas transferências de utentes para a região de Coimbra”.

“O Oeste também tem os seus problemas e, portanto, estamos a estudar. São várias regiões que estão a ser estudadas e, portanto, qualquer decisão que a senhora ministra venha a tomar tem de ser sustentada com números e com factos reais”, assegurou.

À pergunta se haverá decisões de novas urgências regionais antes do verão, tradicionalmente um dos períodos mais críticos para as unidades hospitalares, Francisco Matos respondeu que trabalha num serviço de urgência há mais de 20 anos e que “não há alturas ideais para fazer nada”.

“Portanto, temos de fazer, quando temos as coisas estudadas, quando temos os assuntos estudados, os projetos para avançar, são para avançar”, declarou o vogal da DE-SNS.

No caso da ULS da Região de Leiria, “é natural que, face à importância desta ULS na região e o comportamento” que teve no decurso do mau tempo, “tem tudo para crescer, tem tudo para ser um ponto de referência na rede de urgências e emergências”.

“Isto aqui é um ponto de rede muito importante na rede nacional de urgência e emergência, pelos acessos, pela centralidade, pela competência, pela capacidade de liderança da própria ULS”, adiantou.

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