O executivo municipal de Cantanhede anunciou hoje a aprovação, por unanimidade, de um voto de louvor e reconhecimento ao cientista Gonçalo Castelo-Branco, que integra, este ano, o comité do prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina.
O professor e investigador, de 49 anos e natural de Cantanhede, no distrito de Coimbra, foi eleito para o órgão que fará a seleção dos laureados ao prestigiado galardão científico mundial.
“Esta eleição vem reconhecer o mérito científico e excelência académica do investigador cantanhedense”, referiu, na proposta por si apresentada, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, citada em nota de imprensa hoje enviada à agência Lusa.
Especialista em Biologia de Células Gliais no Instituto Karolinska (Suécia), Gonçalo Castelo-Branco licenciou-se em Bioquímica na Universidade de Coimbra e é doutorado pela instituição sueca sediada em Estocolmo.
Na nota, o município de Cantanhede observa que no âmbito da sua carreira científica, Gonçalo Castelo-Branco “tornou-se conhecido por várias descobertas importantes na área da neurociência e biologia das células da mielina, que contribuíram para ajudar a compreender doenças como a esclerose múltipla”.
O texto da proposta destaca ainda “as mais significativas distinções de que o investigador já foi alvo”, como o prémio da Eric K. Fernström Foundation, atribuído a jovens cientistas de destaque na Suécia, ou o galardão Jubileu da Swedish Society for Medical Research, “reconhecendo a excelência científica”.
“A eleição para um órgão tão prestigiado como o Comité Nobel faz jus ao seu percurso de mérito e honra o município de Cantanhede”, vincou Helena Teodósio.