A APAV apoiou mais de 18.500 vítimas em 2025, um aumento de quase 12% face ao ano anterior e de quase 42% em apenas seis anos.
A violência doméstica continua a ser o crime mais reportado, mas os números revelam também uma subida preocupante nos crimes sexuais contra crianças e jovens que cresceram 25% face ao ano anterior.
Carla Ferreira, Gestora Técnica do programa APAV CARE, explica o que justifica este aumento.
Em 2025, a APAV registou 35 mil e 341 crimes, dos quais quase 74% correspondem a violência doméstica. A maioria das vítimas são mulheres, com 37 anos de idade média, que procura apoio por violência doméstica. A violência doméstica não afeta só as vítimas diretas. Muitas crianças crescem expostas a ambientes de violência, o que exige uma resposta especializada e integrada. A mesma responsável explica ao S+ como o APAV CARE trabalha com crianças que vivem em contextos de violência doméstica.
Os dados de 2025 revelam ainda aumentos expressivos noutros tipos de crime, discriminação e incitamento ao ódio subiram 87%, as burlas 48%. E a APAV enfrenta também novos desafios no apoio a vítimas de crimes violentos em massa. Carla Ferreira gere também o programa APAV HOPE, dedicado a vítimas de homicídio e terrorismo, e deixa um alerta sobre os recursos necessários.
Os dados da APAV são divulgados esta semana, em vésperas do Dia Europeu da Vítima de Crime, que se assinala a 22 de fevereiro. Uma data que serve de alerta para a dimensão de um problema que, em Portugal, continua a crescer.
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