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Politécnico e Respostas Integradas de Coimbra previnem comportamentos aditivos na academia

Lusa
19-02-2026 14:53h

O Politécnico de Coimbra e o Centro de Respostas Integradas (CRI) de Coimbra assinaram um protocolo de cooperação com o objetivo de prevenir a comunidade académica para comportamentos aditivos.

Esta parceria entre aquela instituição de ensino superior e a unidade local do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências do Serviço Nacional de Saúde visa desenvolver ações em conjunto para informar, prevenir e sensibilizar a comunidade académica para a prevenção de comportamentos aditivos.

Dirigida, sobretudo, a estudantes e a docentes, o acordo prevê a realização de ações de formação para uma maior consciencialização sobre os comportamentos aditivos e a forma de os prevenir, facilitando ainda o “agilizar procedimentos no eventual atendimento e apoio a estudantes” do Politécnico de Coimbra.

Citada numa nota de imprensa, a pró-presidente do Politécnico, Sónia Costa, explicou que as dependências correspondem a padrões de comportamento nos quais “a pessoa perde o controlo sobre o uso de substâncias ou determinadas atividades, mesmo quando estas causam prejuízos físicos, psicológicos ou sociais”.

Entre os comportamentos aditivos estão o álcool, as drogas, o tabaco, os medicamentos, o jogo, o uso excessivo da internet e das redes sociais, as compras compulsivas e as práticas de risco e comportamentos autodestrutivos, muitas vezes associados à ansiedade ou depressão, com impacto significativo na vida e no bem-estar dos jovens.

“Durante o ano letivo, muitos permanecem afastados das famílias e das redes de suporte habituais, aumentando a sua vulnerabilidade. Por isso, a prevenção, a monitorização e a sensibilização são essenciais para reduzir riscos e proteger a comunidade”, acrescentou Sónia Costa.

A responsável salientou que muitos jovens desconhecem que existem respostas de apoio disponíveis, pelo que “é importante promover conhecimento e facilitar o acesso a estas respostas, garantindo que todos saibam onde e como procurar ajuda”.

O Politécnico de Leiria pretende, assim, ser “uma rede de suporte ativa”, promovendo maior consciencialização sobre os riscos associados aos consumos, através de formação, ações de sensibilização e informação, e facilitando o acesso a apoio especializado sempre que necessário.

O CRI de Coimbra é a entidade responsável pela implementação das medidas preconizadas no protocolo agora celebrado.

“Trata-se de uma equipa técnica especializada, que atua na área da toxicodependência e do consumo de substâncias e que oferece cuidados integrados com foco na abordagem psicoeducativa, consultas de acompanhamento psicoterapêutico, social, e tratamento por controlo terapêutico e prescrição de medicamentos”.

A equipa presta acompanhamento a utentes e às suas famílias, articulando-se com outras instituições da comunidade para referenciar para outras especialidades quando necessário.

Esta parceria incide também nos domínios da investigação, formação e divulgação científica, participação e cooperação em candidaturas e projetos de investigação de âmbito nacional e internacional, coorganização de eventos de caráter científico, académico, técnico ou profissional, entre outros.

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