A Ordem dos Farmacêuticos destacou hoje o papel dos 73 farmacêuticos que já têm competência em Oncologia, considerando-os determinantes para o acompanhamento farmacêutico dos doentes oncológicos, pois garantem segurança e personalização de cuidados.
Numa nota divulgada hoje, Dia Mundial de Luta Contra o Cancro, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) lembra que, além da intervenção direta junto dos doentes, a competência em Oncologia reconhece a capacidade do farmacêutico para participar na tomada de decisões clínicas e analisar opções terapêuticas.
Ao contribuir para a elaboração de “protocolos mais custo-efetivos”, os farmacêuticos com esta competência podem ajudar a promover uma utilização mais racional e sustentável dos medicamentos oncológicos, defende a OF.
A ordem profissional lembra que a competência farmacêutica em Oncologia reconhece a capacidade do farmacêutico em otimizar os resultados em saúde do doente oncológico, em articulação com os vários níveis de cuidados e em estreita colaboração com equipas multidisciplinares.
“O envolvimento destes profissionais na investigação clínica e na monitorização digital das terapêuticas é igualmente um fator diferenciador”, sublinha a OF.
Num país com uma população progressivamente mais envelhecida e uma crescente carga de doença oncológica, a Ordem lembra que o cancro deve ser “uma prioridade estrutural” de saúde pública, exigindo respostas “cada vez mais qualificadas e integradas”.
A OF diz que esta diferenciação dos farmacêuticos “aumenta os ganhos em saúde”, através de um acompanhamento contínuo e mais especializado do doente e dos seus cuidadores, mas também da “promoção da adesão à terapêutica”, monitorização da efetividade e segurança dos medicamentos e da literacia em saúde.
Até à data, há 73 farmacêuticos com a competência farmacêutica de Oncologia, 15 dos quais são comunitários e 58 hospitalares.
A próxima fase de candidatura a esta competência arranca a 02 de março.