SAÚDE QUE SE VÊ

Unidade de Neonatologia da ULS da Cova da Beira completa 25 anos

LUSA
29-01-2026 19:24h

A Unidade de Neonatologia da Unidade Local de Saúde (ULS) da Cova da Beira assinalou hoje 25 anos ao serviço do cuidado aos recém-nascidos e do acompanhamento às famílias.

Ricardo Costa, diretor do Serviço de Pediatria, do qual depende a Unidade de Neonatologia, lembra que a criação desta resposta na região começou a ser delineada “há mais de 25 anos, ainda isto estava fechado e em obras”.

Não tem dúvidas em afirmar que o objetivo foi a aposta “na qualidade dos cuidados materno-infantis”, lembrando que o projeto sempre se norteou pelos valores “cuidado, esperança e futuro”.

Mas reconhece que só foi possível avançar “à custa de haver almas novas que vieram aumentar o serviço e complementar o serviço de três pediatras que já cá estavam a defender a pediatria e a saúde infantil”.

A formação específica da equipa de enfermagem e da equipa médica, em termos de neonatologia ajudou a que a unidade avançasse e se consolidasse, “cuidando cada vez mais e melhor das crianças”.

Ao assinalar as bodas de prata, Ricardo Costa lembra que a Unidade de Neonatologia se tornou “numa referência na Beira Interior, juntamente com outras maternidades que também estavam a crescer nessa altura e continuam a crescer”.

Isto porque “mudou o paradigma da qualidade dos cuidados ao recém-nascido. Foi uma mudança de 180 graus, com a disponibilidade de cuidados e apoio perinatal diferenciados”, comparados aos das maternidades de referência da região, como Coimbra.

“Começou-se a dar segurança às mulheres para poderem ter os seus filhos perto de casa, na zona onde moram, e ter a família próxima para prestar os seus cuidados e apoio”, sublinha este especialista em neonatologia, reiterando que isso “foi fundamental ao longo destes 25 anos para garantir a segurança que é nascer na Beira Interior”.

Ricardo Costa mostra-se satisfeito pelo facto de a região passar a ser “um local de escolha para nascer, o que se refletiu no aumento de partos neste último ano, e se espera continue a crescer”, sinal de que “as mulheres escolhem a segurança e escolhem para os seus bebés nascerem uma maternidade com um apoio neonatal, que lhes presta os cuidados diferenciados necessários”.

A escolha das mães pela maternidade da Covilhã (distrito de Castelo Branco) “é a nossa prenda dos 25 anos”.

Recorde-se que no último ano a maternidade da ULS da Cova da Beira registou mais de 530 partos.

“Pela primeira vez, as três maternidades da região (Castelo Branco, Covilhã e Guarda) ultrapassaram a fasquia dos 1.500 partos, o que nunca tal tinha sido visto nos últimos 30 anos na região”.

Paralelamente, este responsável alerta para a necessidade de se fixarem profissionais de saúde na região.

“É uma luta que eu considero inglória, porque, de facto, temos todas as condições para desenvolver uma boa prestação de serviço e receber bem os colegas novos, mas o medo do Interior e o que se fala do Interior, com muito abandono, muitas vezes da própria tutela, o não investimento para criar condições para fixar estes profissionais, faz com que eles não se fixem, não tragam as suas famílias e, portanto, rapidamente se deslocam outra vez para os centros de onde vieram”.

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