A ministra da Saúde conheceu hoje um projeto com que Portugal está a ajudar Cabo Verde a enfrentar riscos acrescidos provocados pela alterações climáticas, entre outras causas.
A iniciativa de Reforço de Vigilância de Doenças Transmitidas por Vetores, como a malária e a dengue (transmitidas por mosquitos), decorreu desde 2022 e melhorou processos e formou 120 profissionais de saúde, recebendo 240 mil euros de fundos da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
"Um dos resultados mais significativos foi a formação de profissionais, reforçando de forma duradoura as competências locais", afirmou Ana Paula Martins, no encerramento do projeto, no segundo dia de visita ao arquipélago, percorrendo a ilha de Santiago.
As doenças transmitidas por vetores “representam hoje mais de 17% de todas as doenças infecciosas a nível global, sendo responsáveis por mais de mil milhões de casos e de mais de um milhão de mortes todos os anos. E as alterações climatéricas, a urbanização acelerada nas nossas cidades e as migrações contribuem de forma determinante para a expansão, criando assim novos riscos para a saúde pública”, assinalou.
"São desafios que temos de enfrentar. Investir em investigação nesta área permite antecipar cenários", disse, acrescentando: “A abordagem de uma só saúde é essencial para a segurança sanitária global”.
O ministro da Saúde de Cabo Verde, Jorge Figueiredo, destacou que a cooperação com Portugal vai além de projetos pontuais: "Constrói sistemas, forma pessoas, transfere conhecimento e deixa capacidade instalada".
As duas delegação visitaram hoje centros de saúde no interior da ilha de Santiago, uma área de cuidados de saúde primários em que Ana Paula Martins fez uma avaliação "muito positiva”, elogiando também os indicadores na saúde da mulher e dos jovens.
A ministra da Saúde está em Cabo Verde a convite do homólogo cabo-verdiano para uma visita de três dias, que termina na sexta-feira.