SAÚDE QUE SE VÊ

Presidenciais: Seguro discorda de avaliação de Montenegro sobre situação no SNS

Lusa
12-01-2026 19:51h

O candidato presidencial António José Seguro discordou hoje do primeiro-ministro quanto à avaliação sobre o estado do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mostrando-se indignado e revoltado com as “situações indescritíveis” que os portugueses têm que enfrentar.

No final de uma sessão de campanha em Vila Real, o candidato à Presidência da República apoiado pelo PS foi questionado pelos jornalistas sobre as declarações de hoje de Luís Montenegro, que admitiu haver uma “perceção de caos” no SNS, mas que “isso não é realidade”.

“Eu discordo do que diz respeito à situação, porque infelizmente os portugueses não têm saúde a tempo e horas e a minha preocupação não é com as palavras, é com as ações”, respondeu Seguro.

Como Presidente da República, caso seja eleito, o candidato prometeu que será “exigente para que o Governo encontre as soluções para que os portugueses tenham cuidado de saúde a tempo e horas”.

“As situações que os portugueses estão a passar neste momento são indescritíveis, indignam-me, revoltam-me, já disse isso várias vezes e, portanto, estou ansioso se os portugueses me deem a sua confiança para tomar posse e começar de imediato a trabalhar num pacto para a saúde”, insistiu.

“Têm que perceber uma coisa muito simples. A minha preocupação é que se encontrem soluções para que os portugueses tenham acesso a cuidar de saúde a tempo e horas. Não são as declarações, por mais respeito que me mereçam as instituições”, disse, perante a insistência dos jornalistas.

A discursar no Porto, na inauguração da sede da Direção Executiva do SNS, Luis Montenegro reconheceu hoje que se vive “um tempo estranho” e que há uma “absoluta desproporção” entre o trabalho que os profissionais de Saúde prestam nos hospitais e a “onda noticiosa”.

“Nós somos todos os dias confrontados com uma perceção de caos, de crise, de problema permanente. Eu não quero, com isto, diminuir os casos na base dos quais esta perceção é criada. O que eu tenho a obrigação, em nome também dos prestadores de serviços, dos profissionais, é dizer que, felizmente para todos nós, isso não é a realidade que os tais mais de 150 mil atos diários dos profissionais do SNS enfrentam todos os dias”, afirmou o primeiro-ministro.

 

MAIS NOTÍCIAS