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Presidenciais: Catarina Martins condena limites à contratação de profissionais nas ULS

Lusa
12-01-2026 12:34h

A candidata presidencial Catarina Martins condenou hoje a imposição de limites à contratação de profissionais, à exceção de médicos, para as unidades locais de saúde, defendendo a autonomia de gestão e acusando o Governo de sabotar o SNS.

“Nós precisamos de garantir que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) funcione, porque é o único que abre a porta a toda a gente em todo o território. E para isso precisa de orçamento, precisa de poder contratar profissionais, e precisa de ter autonomia para decidir”, sublinhou.

Segundo noticia hoje o jornal Público, a Direção Executiva do SNS comunicou, durante o fim de semana, aos conselhos de administração das unidades locais de saúde que nos anos de 2025 e 2026, em conjunto, o número de efetivos não poderia aumentar mais de 2,4% face aos que estavam ativos a 31 de dezembro de 2024.

Em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao projeto Seixal Criativo, apoiado pela Câmara Municipal do Seixal, Catarina Martins considerou que é mais uma num rol de más decisões do executivo.

“Este Governo, na saúde, tem sido de uma irresponsabilidade brutal. Primeiro corta e depois pensa. Fez isso, por exemplo, quando decidiu cortar até nos medicamentos que os hospitais podem comprar (…) e agora não deixa sequer que quem está no terreno possa tomar as melhores decisões que precisa para responder aos atentos”, criticou.

Ao longo da campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, a saúde tem sido um dos temas mais destacados por Catarina Martins que tem acusado o Governo de conduzir uma estratégia deliberada para fragilizar o SNS.

“Alguém acredita que seja possível gerir uma unidade de saúde sem um orçamento? Sem poder decidir que tipo de profissionais é que é necessário contratar? Os administradores hospitalares também não fazem milagres. Precisam de um orçamento do Estado que tenha alguma razoabilidade”, argumentou, acusando o executivo de “sabotar o trabalho dos profissionais de saúde”.

Classificando a decisão como “absurda”, a candidata a Belém defendeu que “não pode ser alguém que está longe que toma as decisões e – como nós vimos – consegue tomar todas as decisões erradas”.

“Podíamos até dizer que às vezes é certo, outras vezes é errado. Neste caso, são todas as decisões erradas e é por isso que tem de ser travado”, insistiu.

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