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PS questiona Governo sobre não atribuição de vagas de medicina familiar em Castelo Branco

Lusa
12-01-2026 10:50h

O deputado do PS eleito pelo círculo de Castelo Branco, Nuno Fazenda, questionou o Governo sobre os critérios de não atribuição de qualquer vaga de Medicina Geral e Familiar à Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco.

Numa pergunta dirigida à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, o deputado quer saber se a tutela teve em consideração nesta tomada de posição, “o número elevado de utentes sem médico de família na área de influência da ULS de Castelo Branco”, bem como “as aposentações previsíveis a curto prazo, aquando da definição do número de vagas atribuídas”.

“Que medidas pretende o Governo adotar, a curto e médio prazo, para garantir a cobertura de médico de família à população do concelho de Castelo Branco e dos restantes municípios abrangidos pela ULS”, questiona.

O deputado socialista quer também saber se o Governo está disponível para “corrigir a ausência de vagas para medicina geral e familiar da ULS de Castelo Branco”.

A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou, no final de dezembro, uma moção a exigir ao Governo o reforço na contratação de médicos especialistas e manutenção das valências no hospital local e recusa que os cidadãos do interior sejam tratados como utentes de segunda.

No documento são expressas preocupações profundas quanto à situação dos recursos humanos naquela unidade de saúde, em particular no que respeita à escassez de médicos e às consequências dessa realidade no acesso aos cuidados de saúde pela população.

Segundo Nuno Fazenda, neste contexto, causa especial apreensão o facto de não ter sido atribuída qualquer vaga de Medicina Geral e Familiar à ULS de Castelo Branco, “apesar de existirem mais de 20 mil utentes sem médico de família e de se prever, a curto prazo, a aposentação de mais de uma dezena de médicos daquela especialidade”.

O deputado do PS eleito pelo círculo de Castelo Branco sublinha ainda que o Conselho de Administração da ULS solicitou a abertura de vagas, “sem que tal tenha sido acolhido pela tutela”.

“A ausência de novas vagas agrava um quadro já crítico, colocando em causa a continuidade e a qualidade dos cuidados prestados, contrariando o princípio da equidade territorial e o direito constitucional à proteção da saúde, especialmente numa região do interior onde as alternativas são escassas”, conclui o parlamentar.

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