A Unidade Local de Saúde (ULS) da Lezíria pretende investir cerca de 34 milhões de euros até 2030 em projetos estratégicos como uma nova base da VMER, novos edifícios e melhorias em alguns serviços médicos, anunciou hoje a instituição.
Entre as intervenções já em curso, destacam‑se a construção da nova base da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e as obras no Quadro Geral de Baixa Tensão e na rede de abastecimento de água, indicou a ULS em comunicado.
Estas intervenções, financiadas pelo programa Alentejo2030, representam um investimento de 2 milhões de euros, indicou.
A ULS está igualmente a desenvolver um novo edifício destinado ao Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental (DPSM) e a requalificar o internamento do Serviço de Psiquiatria, projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Ainda através do PRR, foram lançados concursos para a "requalificação e climatização das enfermarias de Neonatologia/Ginecologia, Cirurgia, Ortopedia e Medicina", bem como para a criação de "uma nova Unidade de Cuidados Intermédios de Medicina Interna".
Entre os investimentos estruturantes previstos até 2030 está ainda a construção de um novo edifício hospitalar na área do heliporto, que deverá integrar "uma unidade de cirurgia de ambulatório, cuidados intensivos polivalentes, nova central de esterilização, imagiologia e várias especialidades, incluindo cardiologia com pacing, cirurgia vascular, ortopedia e urologia".
O projeto, cujos planos funcionais estão ainda em elaboração, incluirá também novas áreas administrativas.
A ULS prevê ainda, numa fase posterior, avançar com intervenções de modernização em serviços que não serão abrangidos por esta primeira fase, como "Patologia Clínica, Farmácia, Imunohemoterapia, urgências geral e pediátrica e cozinha hospitalar", além de projetos de digitalização do arquivo clínico, eficiência energética e sustentabilidade ambiental.
O comunicado refere ainda que atualmente, a instituição está envolvida em 27 projetos financiados, representando um investimento direto de cerca de 19 milhões de euros, ao qual se somam aproximadamente 15 milhões de euros relativos à requalificação de unidades de cuidados de saúde primários, em articulação com os municípios da região.
Citado no comunicado, o presidente do conselho de administração, Pedro Marques, disse que este é “um investimento estruturante” que permitirá reorganizar serviços e aumentar a capacidade de resposta hospitalar.
“Este é um processo exigente para toda a organização, mas essencial para garantir melhores condições aos profissionais e uma resposta cada vez mais qualificada e segura para a população”, concluiu o administrador.