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Chefe e subchefe da equipa de urgência geral da ULS Amadora-Sintra demitem-se

IR/VD
06-01-2026 15:37h

A chefe e a subchefe da equipa de urgência geral do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) demitiram-se. A revelação foi feita hoje pelo Sindicato dos Médicos da Zona Sul que responsabiliza a administração demissionária desde novembro do ano passado por inação.  

Em entrevista ao Canal S+, o presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), revela que os tempos de espera prolongados estão a pôr cada vez mais em causa a boa prática médica e segurança dos utentes.

Segundo o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), na noite de 2 para 3 de janeiro, a equipa médica escalada na urgência do Hospital Amadora-Sintra era “manifestamente insuficiente para a dimensão da afluência e da gravidade clínica existentes.” Em comunicado o SMZS, afirma que “até à meia noite de 2 de janeiro a escala incluía um chefe de equipa, quatro médicos no serviço de observação e dois médicos na área ambulatória. A partir dessa hora e até às 8h00 de 3 de janeiro, permaneceu apenas um médico para todos os doentes da área ambulatória, uma situação absolutamente inaceitável do ponto de vista clínico e organizacional.”

André Arraia Gomes deixa um apelo, não só ao Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde demissionário desde Novembro passado, mas sobretudo ao Governo.

O cenário ao ínicio da noite, no Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, segundo o SMZS, era de “179 doentes em circulação na urgência, com mais de 60 doentes internados no serviço de observação. Os tempos de espera atingiam níveis inaceitáveis: os doentes triados como laranja aguardavam mais de 6 horas pela primeira observação médica e os doentes amarelos ultrapassavam as 20 horas de espera, numa situação claramente incompatível com cuidados de saúde seguros e atempados.” O que levou à demissão da chefe e da subchefe da equipa da Urgência Geral.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, os problemas no Amadora-Sintra não são uma inevitabilidade, o problema não é de agora e a responsabilidade não é apenas local, a falha é do Governo e da Ministra da Saúde que não apresentam medidas eficazes de fixação de médicos no SNS e têm optado por manter as urgências hospitalares sem capacidade de resposta.

 

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