O PCP requereu hoje a audição urgente da ministra da Saúde e da administração cessante da ULS do Alentejo Central sobre os atrasos na conclusão das obras do novo hospital daquela região.
No requerimento, o PCP salienta que a conclusão do novo Hospital Público Central do Alentejo estava prevista para o final de 2024, “com um prazo de execução de 30 meses”.
“Já lá vão 40 meses e a atual previsão de conclusão é em 2026 ou 2027”, critica o partido.
O PCP salienta que o processo de construção do hospital “tem decorrido com enorme turbulência, sem que o Governo assuma os seus compromissos, protelando a assinatura dos protocolos para a realização das acessibilidades e a construção de infraestruturas, bem como a alocação de verbas para a aquisição do equipamento”.
“Constata-se igualmente uma progressiva desresponsabilização do Governo, com a constante delegação de competências na Unidade Local de Saúde”, acrescentam.
O PCP considera que tudo isto suscita “enorme preocupações quanto à concretização de um investimento essencial para assegurar cuidados de saúde de qualidade aos utentes”, solicitando assim a audição de Ana Paula Martins com caráter de urgência.
Neste requerimento, o PCP pede também a audição do conselho de administração cessante da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alentejo Central, que se demitiu esta quarta-feira precisamente por divergências em relação à responsabilidade de construção do novo hospital.
O partido cita o comunicado em que a administração em questão apresentou a demissão, frisando que os seus membros dizem “não se rever na instrução contida” num despacho sobre a gestão da obra do novo Hospital Central do Alentejo.
“O referido despacho delega competências no Conselho de Administração da ULS quanto à execução dos contratos da construção do novo Hospital Central do Alentejo, incluindo empreitada, fiscalização e protocolos conexos com os projetos de investimento”, refere o PCP.