Prevenir e minimizar o isolamento social, prevenir o consumo de substâncias psicoativas e promover a sustentabilidade alimentar são três das 12 estratégias do plano municipal de saúde do Porto, que visa ser um "ferramenta estratégica de gestão” nesta área.
Dividido em quatro eixos de intervenção, o plano municipal de saúde do Porto pretende ser "um instrumento agregador das orientações estratégicas das várias entidades parceiras" para potenciar a saúde e o bem-estar dos munícipes.
"O plano municipal de saúde é, em si mesmo, uma ferramenta agregadora de esforços, numa uniformização da atuação concelhia e maximização dos recursos", lê-se no documento hoje apresentado no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto.
Os eixos de intervenção - Crescer & Envelhecer no Porto (eixo 1), Bem-estar emocional, psicológico e social (eixo 2), Alimentação equilibrada (eixo 3) e Consumos (eixo 4) - decorrem de um "diagnóstico detalhado", abrangendo 12 estratégias e 63 objetivos que serão implementados através da realização de 363 ações.
Entre as 12 estratégias destacam-se a prevenção e minimização do isolamento social, a melhoria das condições de acessibilidade e habitabilidade, a prevenção de perturbações mentais e a melhoria das respostas no âmbito da saúde mental, a promoção da sustentabilidade alimentar e a prevenção do consumo de substâncias psicoativas (álcool, tabaco e drogas), os comportamentos aditivos e as dependências.
Já entre os 63 objetivos, a serem implementados com ações no terreno, encontram-se a diminuição do estigma em saúde mental, a otimização de intervenções que visem prevenir as perturbações mentais nas populações vulneráveis e a otimização de intervenções que visem promover um ambiente social favorável ao não consumo das substâncias psicoativas.
A elaboração deste plano contou com a colaboração de 137 instituições que desenvolvem trabalho no concelho do Porto e que, apesar de diferente cariz, "contribuíram para a complementaridade das propostas e das ações".
Além de participarem na construção do plano, estas entidades, entre as quais se destacam o ACeS Porto Ocidental e Oriental, a ABRAÇO, Vida Norte, Cáritas, CAIS, Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, DECO ou Hospital Magalhães Lemos - também vão intervir na operacionalização do plano.
O plano municipal de saúde do Porto surge no âmbito da adesão do município à Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, em 2018, e pretende ser uma "ferramenta estratégica de gestão", ao identificar as potencialidades e necessidades do território na área da saúde e fazer um diagnóstico do Porto.