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Sindicatos e Ordem dos Médicos alertam para rutura da oncologia em Viseu

LUSA
12-06-2019 09:58h

O serviço de oncologia do Centro Hospitalar Tondela - Viseu (CHTV) está em rutura e a cirurgia oncológica naquela unidade também está em risco, garantiram hoje três estruturas representativos dos médicos.

Em comunicado conjunto, o Sindicato dos Médicos da Zona Centro, o Sindicato Independente dos Médicos e a secção regional do Centro da Ordem dos Médicos referem que a situação atingiu “o ponto de rutura e que os colegas oncologistas assumem a incapacidade de garantir a consulta e tratamentos de quimioterapia para novos doentes”.

Esta situação, que já era “previsível desde há vários meses, levou a que, nas últimas semanas, os doentes com necessidade de iniciar quimioterapia estejam em suspenso à espera de uma solução”, contam, explicando que a quimioterapia “tem uma janela limite de eficácia”.

Segundo as estruturas representativas dos médicos, “a consulta de decisão multidisciplinar e uma terapêutica integrada dentro da mesma instituição são pressupostos de qualidade” na abordagem do doente oncológico.

“Os cirurgiões deste centro hospitalar assumiram já, perante a direção clínica, a sua indisponibilidade para levar a cabo qualquer intervenção cirúrgica do foro oncológico que não cumpra estes pressupostos”, acrescentam, enaltecendo as três estruturas “esta postura de responsabilidade”.

Os sindicatos e a Ordem dos Médicos sublinham que, para os doentes oncológicos, “muitos deles debilitados física e psicologicamente, uma solução que envolva múltiplas viagens para outra instituição é simplesmente incomportável”.

Estando a falar-se em “centenas de doentes”, consideram que “é necessária uma solução aplicável localmente”, respeitando os seus direitos.

“Não obstante o empenho na resolução desde problema por parte direção clínica, os resultados são insuficientes. É responsabilidade da tutela, o Ministério da Saúde, assumir a condução deste assunto, de extrema gravidade, fruto da política de desinvestimento no SNS (Serviço Nacional de Saúde)”, acrescentam.

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