As autoridades chinesas detiveram 21 pessoas ligadas a dois centros clandestinos de reprodução assistida na cidade de Changsha, no centro do país, onde eram realizados procedimentos médicos sem as devidas autorizações, noticiou hoje a agência noticiosa oficial Xinhua.
A operação, realizada em 29 de outubro pelas autoridades sanitárias e policiais, permitiu apreender medicamentos e equipamentos médicos nos dois estabelecimentos, que funcionavam ilegalmente.
Entre os envolvidos estão os responsáveis pelos centros, profissionais de saúde e funcionários auxiliares.
As autoridades abriram uma investigação, mas não esclareceram que procedimentos eram realizados nos estabelecimentos nem quais as medidas judiciais adotadas contra os detidos.
Entretanto, um profissional de saúde, identificado pelo apelido Ren, foi expulso do Partido Comunista Chinês (PCC) e demitido das suas funções por divulgar fotografias de uma operação contra a gestação de substituição realizada em setembro no mesmo distrito, segundo a Xinhua.
Embora as autoridades não tenham esclarecido se os dois centros descobertos em outubro praticavam gestação de substituição, Changsha, capital da província de Hunan, foi palco de outras operações contra redes dedicadas a esta atividade, proibida na China.
Em 2025, as autoridades locais investigaram vários centros clandestinos de gestação de substituição e aplicaram multas de vários milhões aos responsáveis, enquanto, em setembro deste ano, desmantelaram outro estabelecimento ilegal de reprodução assistida.
A China proíbe a gestação de substituição, também conhecida como barrigas de aluguer, mas alargou a cobertura dos tratamentos de fertilidade pelo sistema nacional de saúde e aprovou subsídios à criação dos filhos para combater a queda da natalidade.
O país registou em 2025 um mínimo histórico de 7,92 milhões de nascimentos e acumulou o quarto ano consecutivo de diminuição da população.
O envelhecimento demográfico e a redução da população em idade ativa representam desafios crescentes para a economia chinesa e para a sustentabilidade do sistema de pensões.