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FNAM exige garantias de fiabilidade e segurança no processo escolha no internato

Lusa
23-10-2026 11:58h

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) exigiu hoje da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) garantias de fiabilidade no processo de escolha de vagas no internato médico, depois dos erros reportados e das reclamações dos candidatos.

Em comunicado, a FNAM diz estar a acompanhar “com preocupação” as falhas registadas na nova plataforma eletrónica de escolha de vagas para a formação médica especializada e considerou que o novo modelo não pode introduzir erros ou incerteza num procedimento “decisivo para o futuro dos médicos” e para a capacidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Depois dos erros reportados e das reclamações apresentadas por alguns candidatos, a FNAM pede que a ACSS esclareça o que aconteceu, garantindo fiabilidade, rastreabilidade e segurança no processo, bem como mecanismos rápidos de resposta e correção perante qualquer dificuldade técnica.

“A escolha da especialidade e do local de formação tem um impacto determinante na vida profissional e pessoal dos médicos”, lembra a FNAM, sublinhando que o processo de colocação “não pode criar dificuldades adicionais, gerar insegurança nos candidatos ou contribuir para que vagas de formação fiquem por preencher”.

O novo processo de escolha, um modelo que deixou de ser presencial e passou para um sistema totalmente ‘online’ e assíncrono, organizado por lotes, teve várias falhas e foi alvo de críticas.

Na quinta-feira, dia em que arrancou a colocação, com a realização do primeiro dos 17 lotes de candidatos, a Ordem dos Médicos exigiu “esclarecimentos urgentes” sobre os erros registados na plataforma.

Em comunicado, o Conselho Nacional do Médico Interno (CNMI) da ordem manifestou “profunda preocupação com os problemas identificados, apontando erros na alocação de vagas e “outros constrangimentos ocorridos antes do encerramento do primeiro lote”.

Na explicação, a ACSS veio dizer que a colocação dos primeiros médicos teve de ser repetida durante a manhã, mas garantiu que os candidatos ficaram colocados de acordo com a sua posição na lista de ordenação.

O CNMI recordou também que tem alertado para os riscos associados à implementação da plataforma, defendendo, desde a primeira hora, que a entrada em funcionamento fosse adiada para o próximo concurso e insistindo na necessidade de um “plano de contingência claro, previamente definido e comunicado atempadamente aos candidatos”.

Na quarta-feira, a Associação Nacional dos Estudantes de Medicina (ANEM) também tinha alertado para falhas na plataforma, após candidatos relatarem acesso antecipado a informações que, segundo a ACSS, resultaram de uma simulação técnica.

Os dados da ACSS indicam que, no primeiro lote, foram colocados 161 médicos. Do total de 2.338 lugares para a formação especializada, sobram 2.177 para os 16 restantes lotes.

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