O município de Cantanhede defendeu hoje a criação de um polo de reabilitação e desporto inclusivo no Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro (hospital Rovisco Pais), que passaria a ser uma infraestrutura única em Portugal.
“Implementar na Quinta da Fonte Quente [onde se situa o Rovisco Pais, na freguesia da Tocha] um polo nacional de referência que una reabilitação integral e desporto adaptado é o objetivo deste projeto que pretende colocar o município na vanguarda da inclusão, servindo de base para o treino de atletas paralímpicos e promovendo a qualidade de vida da comunidade local”, referiu o município, em nota enviada à agência Lusa.
O projeto foi anunciado na sequência de uma visita da vereadora com o pelouro da Ação Social e Saúde, Célia Simões, ao Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, no Brasil, “unidade de treino para desporto adaptado reconhecido pelas melhores práticas internacionais neste campo, segundo um modelo de gestão estratégica inovador”.
A vereadora deslocou-se ao Brasil numa comitiva liderada pelo secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, e que incluiu, entre outros, o presidente do Comité Paralímpico Português, José Manuel Lourenço, e o diretor do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro, Jorge Lains.
Inaugurado em 2026, o centro de treino brasileiro possui quase 100 mil metros quadrados e instalações desportivas adaptadas para treino, competições e intercâmbio de atletas e de seleções de 20 modalidades paralímpicas, estando posicionado, segundo a nota, no top 4 mundial.
“Criar um polo com estas valências no Rovisco Pais — único em Portugal — representa uma mudança de paradigma. Não estamos a falar apenas de formar atletas paralímpicos; estamos a falar de criar uma infraestrutura dinamizadora de qualidade de vida para toda a comunidade”, notou, citada no comunicado, a vereadora Célia Simões.
A autarca adiantou que o objetivo passa por “garantir que a prática desportiva e o espaço público sejam acessíveis a todos, enquanto fatores essenciais para a qualidade de vida e o bem-estar da população”.
Disse ainda que Cantanhede quer afirmar-se como “um território verdadeiramente inclusivo, onde o acesso à saúde, ao desporto e ao bem-estar seja uma realidade para todos, independentemente da idade ou condição”.
Embora sem adiantar datas ou outros dados sobre a implementação do projeto, Célia Simões manifestou que o município de Cantanhede “quer assumir um papel ativo e determinante na criação de um polo nacional de referência em reabilitação integral e desporto inclusivo”, através da união de esforços e de “uma estratégia conjunta de cooperação e desenvolvimento” com o Governo, o Comité Paralímpico Português, a Unidade Local de Saúde de Coimbra e o hospital Rovisco Pais.
“O município está pronto para ser parceiro ativo e impulsionador deste caminho. Queremos somar forças, criar pontes e garantir que o exemplo que vi no Brasil se traduza, com a nossa própria identidade e excelência, numa realidade transformadora para Portugal, para a região e para Cantanhede”, observou a autarca.