A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões e a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa assinaram hoje um protocolo para a formação de novos profissionais afetos aos municípios e à Unidade Local de Saúde (ULS).
Segundo anunciou a CIM, o protocolo de colaboração assinado hoje afeta 32 formandos - entre dirigentes e técnicos dos 14 municípios da região Viseu Dão Lafões e da ULS - e abrange ainda apoio técnico ao desenvolvimento de ações e projetos com medidas de promoção da saúde e bem-estar da população.
O subdiretor da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa, Rui Santana, realçou que este protocolo “é muito natural”, porque faz parte das três missões que a estrutura tem: ensino, investigação e serviços à comunidade.
“Este protocolo chapéu permite-nos, dentro destas três grandes atividades, desenvolver não só a que vai começar hoje, de capacitação avançada na área da gestão autárquica e a sua aplicação na área da saúde, como também desenvolver depois outro tipo de iniciativas que entendam”, admitiu.
Este responsável deixou ainda o desejo de o protocolo de hoje ser “apenas o início de um caminho mais vasto, seja com a CIM Viseu Dão Lafões ou com cada uma das autarquias até em outras áreas que possam ser identificadas”.
“Desejo que esta iniciativa seja o começo de algo maior e que esta formação que alguns de vocês vão hoje começar corresponda às vossas melhores expectativas e que possa contribuir para que levem ferramentas para o território, que se possam traduzir em ganhos em saúde para a população, que é o que todos queremos”.
Rui Santana falava na sessão de assinatura do protocolo que juntou no Solar do Vinho do Dão, em Viseu, outros responsáveis da escola, formandos e autarcas da região da CIM, que é presidida pelo também presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo.
Aos presentes, o presidente da CIM recordou que “este é o início do projeto de formação”, já que “a iniciativa política não pode passar só pelos investimentos materiais, também tem de ter investimento imaterial”.
“Hoje, cada vez mais, temos responsabilidade na área da saúde, delegada nos municípios. Temos uma grande responsabilidade naquilo que é o quadro e rede das infraestruturas, no acompanhamento de alguns recursos humanos para dar resposta aos cidadãos, que merecem e têm que ter cada vez melhor, e as Câmaras Municipais têm que ter capacidade orçamental para acompanhar”, afirmou.